
Foram sorteados, na tarde desta terça-feira (22), os jurados que irão compor o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Alexandra Salete Dougokenski. Ela é acusada de assassinar o filho, Rafael Winques, 11 anos, em maio de 2020.
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O julgamento está marcado para 21 de março, a partir das 9h30, no Clube Independente Futebol Clube, em Planalto, no Norte do estado, cidade em que houve o crime.
O advogado Jean Severo, que representa a ré, mantém a alegação de inocência de Alexandra e diz que ela espera pela oportunidade de fazer um confrontamento de versões com Rodrigo Winques, o pai da vítima, a quem acusa do crime, mesmo sem dolo.
"A acareação dos dois é fundamental. Olho no olho. Ela quer fazer isso. Vamos ver as versões se confrontarem frente a frente, o que é raro em júri, por isso é um júri diferente. O interrogatório dela é importante, o depoimento da mãe e do irmão, que falam que ouviram barulhos de carro aquela noite, e do outro filho. Depois vamos aos debates, mas a instrução é muito importante", diz.
A juíza Marilene Parizotto Campagna, que presidirá o júri, sorteou 25 jurados titulares para integrar o Conselho de Sentença. Diante da possibilidade de alguns não serem localizados, e também em razão da pandemia, também foram sorteados 25 suplentes.
Participaram do sorteio o promotor Diogo Gomes Taborda, pela assistência de acusação o advogado Humberto Ramos Zweibrucker e, pela defesa de Alexandra, os advogados Marco Aurélio Dorigon dos Santos, Gustavo da Costa Nagelstein e Tomás Antônio Gonzaga.
Durante o julgamento, serão ouvidas 11 testemunhas, sendo que cinco delas foram indicadas pela acusação e pela defesa. Elas ficarão incomunicáveis a contar da data do julgamento até o momento imediatamente posterior às oitivas.
Alexandra será julgada por homicídio qualificado (motivo torpe, motivo fútil, meio cruel, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima), ocultação de cadáver, falsidade ideológica e fraude processual.
Em maio de 2020, o corpo de Rafael foi encontrado dentro de uma caixa de papelão que estava no terreno da casa vizinha de onde ele vivia com a mãe. Ele estava desaparecido há 10 dias.
A causa da morte indicada pela perícia foi asfixia mecânica provocada por estrangulamento. Alexandra chegou a confessar o crime na época, mas, hoje, a defesa nega o homicídio. Ela está presa.
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