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Polícia Nova Prata / RS

Três pessoas são presas por espancamento com morte em praça de Nova Prata

Outros dois investigados estão com mandado de prisão decretados. Segundo a Polícia Civil, mais de 40 pessoas participaram ou testemunharam as agressões.

27/11/2020 12h50
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Por: Redação Acontece no RS Fonte: Pioneiro - Grupo RBS
Foto: Tainara Alba / RBS TV / RBS TV
Foto: Tainara Alba / RBS TV / RBS TV

Três pessoas foram presas e outra é considerada foragida pelo linchamento e morte de Arlindo Elias Pagnoncelli, 39 anos, conhecido como Zinho, em Nova Prata. Segundo a Polícia Civil, eles responderão por homicídio qualificado. Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos na manhã desta sexta-feira (27) em Nova Prata, Vista Alegre do Prata e Flores da Cunha.

Uma quinta investigada não pode ser presa em razão da legislação eleitoral que veda prisões em período de pleito. Esta suspeita é eleitora em Caxias do Sul, município que tem segundo turno neste domingo (29). O foragido estaria em Santa Catarina, segundo a Polícia Civil.

O inquérito policial busca identificar mais de 40 pessoas que participaram ou testemunharam o espancamento do lixador de mármore na praça central da cidade na noite de 8 de novembro. Duas mulheres alegam terem sido importunadas sexualmente pelo Pagnoncelli, o que teria motivado o início das agressões.

Em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade de quarta-feira (25), a delegada  Liliane Pasternak Kramm, responsável pelo caso, afirmou não existir certeza dessa importunação sexual.

 — Não existe certeza (sobre o assédio), não dá para ver (nas imagens de câmeras de monitoramento) essa "passada de mão" que ela fala. Não há convicção absoluta. As pessoas se aproximam em carros distintos da família (da mulher) e passam a agredi-lo. A família pede para que as pessoas façam justiça com as próprias mãos. Fica estranho imaginar esse assédio, embora os crimes sexuais sejam mais velados e a palavra da vítima tenha peso, mas causam estranheza as contradições e o fato de não revidar imediatamente — afirmou.

A Polícia Civil identificou sete adolescentes e oito adultos que participaram diretamente do ataque. Alguns deles serão indiciados por lesão corporal. Um destes investigados é um policial militar de Caxias do Sul. Ele estava em Nova Prata para acompanhar uma mulher que é parente das moças que alegam terem sido importunadas. O PM, que estava de folga, aparece armado nas imagens e agride Pagnocelli com socos. A expectativa é que ele preste depoimento na delegacia de Nova Prata na tarde desta sexta-feira (27).

A investigação colheu mais de 40 depoimentos sobre a confusão, sendo que os principais envolvidos prestaram três depoimentos cada. A delegada Liliane relata que houve muitas contradições nos relatos, o que atrasou o trabalho policial. 

Relembre o caso

O tumulto aconteceu na praça da avenida Fernando Luzatto, no centro da cidade, quase em frente à prefeitura, local que historicamente é conhecido como um ponto de encontro noturno e, consequentemente, palco de badernas, segundo a Brigada Militar (BM). O linchamento foi filmado por diversas testemunhas. As imagens mostram Pagnoncelli sendo agredido com socos e chutes por diversas pessoas. Mesmo caído e desacordado, a vítima continuou a ser espancada.

Pagnoncelli  era solteiro e trabalhava como lixador de mármore em uma mineradora havia 20 anos. Ele foi socorrido e encaminhado para um hospital de Vacaria, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia 17 de novembro.

A morte de Arlindo Elias Pagnoncelli, 39 anos, é motivo de investigação na Polícia Civil do município de Nova Prata, na Serra. O homem morreu na tarde de terça-feira (17), em um hospital de Vacaria, cerca de dez dias após ser espancado na praça central de Nova Prata. Cerca de 40 pessoas avançaram em Pagnoncelli no último dia 8 por volta das 22h30min. Ele foi encaminhado para o hospital da cidade, mas transferido cerca de dois depois para o outro município por conta do estado de saúde agravado. No dia do ataque, um domingo de tempo firme, muitas pessoas estavam reunidas no local.<!-- NICAID(14646505) -->

O lixador de mármore Arlindo Elias Pagnoncelli morreu dias depois das agressõesFoto: Arquivo Pessoal / Divulgação

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