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Polícia Caxias do Sul / RS

Polícia acredita que disputa pelo tráfico de drogas motivou execução de família em Caxias

Irmãos, segundo a Civil, ordenaram morte de Edson Toffolo de dentro de presídio da Serra.

20/11/2020 19h18
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Por: Redação Acontece no RS Fonte: Pioneiro - Grupo RBS
Homem, mulher grávida de seis meses e o filho dela de quatro anos foram encontrados mortos dentro de casa Foto: Facebook Edson Toffolo / Reprodução
Homem, mulher grávida de seis meses e o filho dela de quatro anos foram encontrados mortos dentro de casa Foto: Facebook Edson Toffolo / Reprodução

A investigação sobre o crime que chocou a população em 26 de outubro, em Caxias do Sul, está em fase final na Polícia Civil. As mortes de Edson Toffolo, 37 anos, Vanessa Martins dos Santos, 29, que estava grávida de seis meses, e o filho de Vanessa, Enzo, 4, são resultado da violência que envolve a disputa por território do tráfico de drogas, segundo a polícia. As conclusões surgem após as prisões de dois homens, de 19 e 20 anos, e da apreensão de um adolescente de 17 nesta semana. Um integrante do grupo responsável pelo ataque ainda está foragido. O crime aconteceu na Rua Fábio Formolo, entre os bairros Jardim Iracema e Jardim Eldorado.

De acordo com o titular da Delegacia de Homicídios, Ives Trindade, a execução de Toffolo foi ordenada por dois irmãos de dentro do Presídio do Apanhador, em Caxias.

— Está claro que a vítima estava comercializando drogas em local pertencente a uma facção rival. Essa facção determinou que ele fosse executado. A ordem partiu de dois indivíduos que são irmãos e que estão presos no presídio do Apanhador — explica.

Conforme o delegado, um outro irmão da dupla detida foi o responsável pela logística e fornecimento de armas aos executores. A necropsia aponta que Toffolo levou 12 tiros. Vanessa foi atingida por tiros no braço e seio esquerdo e em uma das mãos. A criança levou um tiro no pescoço.

O alvo do crime era Toffolo, mas no dia da execução, os autores atiraram também na grávida Vanessa e no filho. O motivo, segundo o delegado, foi o despreparo dos executores. Já a forma como o ataque aconteceu ainda é motivo de dúvidas:

— Cremos que foi pelo despreparo dos executores (acertar na mulher e na criança). Um deles, muito jovem, tem 17 anos; os outros têm 19 e 20. Um deles aparenta ter certa deficiência intelectual. Nenhum assume que atirou na criança (de quatro anos). O menor, de 17 anos, assume que teria disparado no homem e na mulher. Na verdade, o que aconteceu de fato dentro da casa tem versões contraditórias. Acreditamos que eles passaram a atirar a esmo.

Na manhã seguinte ao crime, os corpos foram encontrados pela avó paterna do menino, que foi até a moradia buscá-lo para uma viagem. Os corpos estavam na cama do casal.

Conforme o delegado, os dois homens e o adolescente arrombaram a casa afirmando que eram policiais. Os dois homens foram detidos na quarta-feira (18) nos bairros Jardim Iracema e no São Cristóvão. O jovem foi apreendido em Santa Cruz do Sul. Já o irmão da dupla presa está foragido. O inquérito policial irá solicitar prisão preventiva dos acusados. Até o momento, eles estão em regime temporário de detenção.

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