Segunda, 19 de Outubro de 2020
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Geral Caso Rafael

Norte gaúcho: mantida prisão da mãe do menino Rafael

Despacho atende a determinação legal de revisão das prisões preventivas a cada três meses.

13/10/2020 19h08 Atualizada há 6 dias
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Por: Redação Acontece no RS Fonte: Rádio Guaíba
Foto: Arquivo pessoal / Reprodução
Foto: Arquivo pessoal / Reprodução

A Justiça decidiu que Alexandra Salete Dougokenski vai seguir presa de forma preventiva, pela morte do filho, Rafael Mateus Winques, de 11 anos, na cidade de Planalto, no Norte gaúcho. A decisão, da juíza Marilene Parizotto Campagna, mantém a ré na Penitenciária Municipal de Guaíba, na região Metropolitana. O despacho atende a determinação legal de revisão das prisões preventivas a cada três meses.

“Em que pesem as relevantes alegações da parte autora, até o momento não aportou aos autos elementos fáticos aptos a infirmar a decisão que decretou a prisão preventiva da acusada”, resumiu a magistrada. A conversão da prisão de Alexandra de temporária em preventiva ocorreu em julho.

No início da semana, a juíza suspendeu audiência destinada a ouvir testemunhas arroladas no processo criminal. Segundo Marilene, a defesa e a assistência de acusação não tiveram acesso aos anexos do processo. Foram incluídos nos autos detalhes do inquérito policial que investigou a morte do ex-marido de Alexandra, Jose Dougokinski. As datas das próximas audiências serão designadas após as manifestações das partes. Com isso, foram canceladas também as oitivas previamente marcadas para 15 e 16 de outubro, e o interrogatório da ré, previsto para o dia 22.

Caso

Rafael Winques desapareceu em 15 de maio e teve o corpo encontrado 10 dias depois, em uma caixa de papelão colocada no terreno da casa vizinha onde vivia com a mãe. A perícia apontou asfixia mecânica, provocada por estrangulamento, como a causa da morte.

Em 13 de julho, a Justiça aceitou a denúncia contra Alexandra – que confessou à polícia a autoria do assassinato. Ela responde por homicídio qualificado e outros três crimes conexos – ocultação de cadáver, falsidade ideológica e fraude processual.

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