
A Polícia Civil confirmou, na manhã desta quarta-feira (29), em uma entrevista coletiva na sede da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (DPRM), ter achado material contendo pornografia infantil no computador de advogado preso por suspeita de pedofilia, em um condomínio do bairro Harmonia, em Canoas. O caso veio à tona no mês passado, quando três vítimas procuraram a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
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De acordo com o delegado Pablo Rocha, que responde pela Especializada, desde a prisão preventiva do acusado, executada pela polícia no dia 7 de novembro, a apuração foi aprofundada, garantindo a coleta de evidências materiais contra o acusado. No computador do suspeito, técnicos do Instituto Geral de Perícias (IGP) acharam centenas de imagens contendo exploração sexual de crianças.
"A prova material é irrefutável", afirma o delegado. "Não somente foi achado o conteúdo que ele armazenava. Os peritos chegaram também aos sites em que entrava com frequência. E isso desde 2012. A única prova que não conseguimos é que ele compartilhava este material. Sabemos somente que acessava e armazenava".
Conforme Rocha, o advogado será indiciado pelos crimes de estupro de vulnerável; armazenamento de arquivos de pornografia infantil; fraude processual, devido ao sumiço de um cartão USB que seria prova do crime; mais facilitação de acesso de crianças a materiais de pornografia.
“Sabemos que ele mostrava imagens de pornografia para as crianças no celular, como uma maneira de criar um cenário de que tudo aquilo que fazia era normal. As próprias crianças contaram isso em depoimento", esclarece. "Mesmo estando há anos trabalhando neste tipo de caso, fiquei impressionado com os relatos das crianças".
Para a imprensa presente na Delegacia Regional Metropolitana, o delegado Pablo Rocha declarou que, ao contrário do que pensam os familiares e parentes das três vítimas que fazem parte do inquérito, a mulher do acusado não é suspeita de pedofilia.
"Não existem elementos que indiquem a participação em nenhum dos crimes apurados até agora. Além disso, ela ficou muito impressionada quando mostramos o tipo de material acessado pelo marido na internet. Conseguiu ver apenas quatro fotografias e mostrou-se impactada pelo que viu", reforçou.
Recorde como começou o caso
O crime ficou conhecido no dia 29 de outubro, uma sexta-feira, quando o suspeito investigado pela Polícia Civil e a esposa dele pediram o auxílio da Brigada Militar (BM) para retirar os pertences do condomínio. Eles contaram aos brigadianos que estavam sendo ameaçados. Na mesma noite, começaram as manifestações de pais e responsáveis por crianças que vivem no condomínio, falando abertamente sobre os supostos abusos. Inclusive às vítimas acabaram se expondo e relatando o que havia acontecido, fato que surpreendeu os investigadores.
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