Quarta, 29 de Julho de 2026
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Familiares dão adeus a Drielle, morta com 59 facadas: “Revoltante”

Corpo de Drielle Ribeiro foi velado e sepultado nesta quarta-feira, no cemitério Campo da Esperança de Taguatinga.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Metrópoles
08/12/2021 às 19h28
Familiares dão adeus a Drielle, morta com 59 facadas: “Revoltante”
Drielle foi encontrada morta, próximo a uma estação de metrô de SamambaiaArquivo Pessoal Drielle Ribeiro, vítima de feminicídio no DF Vítima tinha 34 anosArquivo Pessoal Drielle Ribeiro, vítima de feminicídio no DF Mulher foi encontrada com diversas per

Em um misto de luto e revolta, familiares e amigos de Drielli Ribeiro da Silva se reúnem no cemitério de Taguatinga, onde o corpo da dona de casa é velado e será sepultado, na tarde desta quarta-feira (8/12). Ela foi brutalmente assassinada, com 59 facadas, e teve o corpo abandonado próximo a uma estação de metrô, em Samambaia.

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“É revoltante. Uma mulher tão nova, com filho pequeno, ser assassinada desse jeito por um monstro”, lamenta a prima de Drielle, Karine Victoria Oliveira da Silva, 21 anos. A vítima tinha 34 anos e deixa um filho, de 7. O menino acompanhou de perto o velório da mãe e permaneceu a cerimônia inteira próximo ao caixão, inconsolável. “Foi desesperador. A gente pensou que era mentira, mas infelizmente, desta vez, é nossa família que está passando por essa situação”, disse Karine, prima da vítima. “Espero que a justiça seja feita”, completa.

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O homem acusado de matar Drielle é Juvenilton Aquino Costa, 36. Ele foi preso na manhã desta quarta, após quatro horas de negociação com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A corporação aguarda o resultado da autópsia para saber se a vítima estava grávida de um segundo filho.

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Com a voz embargada, sendo amparada por familiares, a mãe de Drielle, Anita Ribeiro da Silva, 57, ficou o tempo inteiro perto do corpo da filha. “É um momento muito doloroso para mim e para minha família. Quero agradecer todo mundo que está aqui”, disse, no momento do sepultamento.

Ana Paula Da Silva Portela, 31, outra prima de Drielle, ainda está em choque com a notícia. “Foi um baque para a gente. A ficha ainda não caiu”, relembra.

Uma colega de Drielli, que pediu para não ser identificada, também acompanhava a cerimônia fúnebre e conta que para a vítima não tinha “tempo ruim”. “Ela era parceira, alegre, tinha um coração gigante. Sempre que alguém precisava, ela pedia ajuda para os colegas”, relembra.

O crime

O Metrópoles apurou que o acusado fugiu do local onde desovou o corpo da vítima, próximo ao metrô de Samambaia, na garupa da moto do irmão.

Segundo apurado pela reportagem, na primeira ocorrência, de pelo menos 10 registradas contra o agressor, Drielle denunciou que a moto dela havia sido queimada por Juvenilton. O caso ocorreu em 30 de dezembro de 2018, por volta das 13h40, na Feira de Samambaia. Ele estava bastante alcoolizado e, assim que viu a mulher, começou a xingá-la.

Como defesa, Drielle jogou cerveja no rosto de Juvenilton, que correu atrás da ex-companheira com duas garrafas na mão e arremessou uma delas na direção da mulher, mas não a acertou.

Amparada por populares, Drielle foi levada para uma banca de roupas. Mesmo assim, o agressor continuou com os insultos: “Vou te matar, desgraçada”. Em seguida, pegou duas facas e tentou golpeá-la, mas não conseguiu, pois acabou contido.

Ao falhar na tentativa de feminicídio, Juvenilton arrastou a moto de Drielle pelo estacionamento da feira e ateou fogo. Após o fato, a vítima requereu novas medidas protetivas contra o agressor.

Tentativa de atropelamento

Em outra ocorrência, de abril do ano passado, Juvenilton tentou agredir Drielle, que caminhava na direção do portão da casa onde morava o irmão dela. Ao ser impedido pelo pai da vítima, que interveio, o criminoso aguardou alguns minutos, entrou no carro dele e, ao partir, tentou atropelar Drielle, jogando o veículo na direção dela. Ele não conseguiu atingi-la.

Policiais civis foram informados sobre o crime por volta das 8h da última segunda-feira (6/12). O corpo estava ao lado da linha do metrô e apresentava diversos ferimentos causados por arma branca.

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