Quarta, 29 de Julho de 2026
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Caso do caminhoneiro que teve a cabeça decapitada permanece um mistério, em Gravataí

Investigação envolvendo a morte brutal do trabalhador Clóvis Antônio Wanjenick Teixeira, 40 anos, foi aprofundada pela Polícia Civil, porém não houve solução.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Diário de Canoas
25/08/2020 às 08h10
Caso do caminhoneiro que teve a cabeça decapitada permanece um mistério, em Gravataí
Foto: POLÍCIA CIVIL/DIVULGAÇÃO

"A gente ainda não tem ideia do que aconteceu", desabafa o delegado Eduardo Amaral, responsável pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Gravataí. "Cada vez que achava que estávamos nos aproximando de uma solução do crime, elementos contrários acabavam descartando a evidência e nos distanciando mais da solução", explica. Assim, um ano depois, permanece um total mistério a morte brutal do caminhoneiro Clóvis Antônio Wanjenick Teixeira, 40 anos, encontrado decapitado, Avenida Plínio Gilberto Kroeff, no Distrito Industrial da cidade, no início da manhã do dia 17 de agosto, em ensolarado sábado.

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Os peritos que chegaram à cena do crime na época, não tiveram qualquer dificuldade em apontar: Teixeira foi executado com um tiro e depois disse teve a cabeça separada do corpo. Um pequeno buraco de bala de revólver calibre 22 foi encontrado alojado na nuca do caminhoneiro. O próprio delegado apontou que o uso de uma arma de calibre pequeno já evidenciava a intenção dos autores do crime em decapitar a vítima. "O trabalho foi limpo e preciso. Sabiam o que estavam fazendo", aponta. "Não houve digital achada em parte alguma. É difícil precisar até mesmo se usaram um machado ou um facão para fazer o corte. Só ficou claro que foi um único golpe."

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De saída, a apuração trabalhava com a hipótese de um crime vinculado ao tráfico de entorpecentes. Tudo indicava que o caminhoneiro poderia estar ligado a uma facção, seja Manos, Balas, anti-Balas, porém isso não se confirmou. "Em geral, este tipo de crime acaba gerando uma resposta, contudo o tempo foi passando e nada aconteceu", confirma Amaral. "O que ficou então foi o crime isolado, sem relação a qualquer outro caso semelhante que tenha ocorrido em Gravataí ou cidades próximas da Região Metropolitana nos meses posteriores ao homicídio."

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O ponto mais complexo da apuração desenvolvida pela Delegacia de Homicídios de Gravataí foi tentar remontar a vida do trabalhador antes do crime. Morando há pouco tempo na cidade, ele era natural de Passo Fundo. Não foram achados na época parentes, amigos ou colegas que pudessem esclarecer sobre a rotina ou lugares ele frequentava. "Escolheram um lugar praticamente isolado para largar o corpo, bem próximo a RS-118", recorda o delegado. "Acreditamos que ele nem tenha sido morto em Gravataí, mas foi deixado já sem vida na cidade. É o tipo de crime que nos levou a um beco sem saída", conclui.

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