
Foi no meio de junho que a Polícia Civil recebeu a grave denúncia, feita por uma mãe. Acontece que o filho dela estaria com a saúde em frangalhos devido ao uso indiscriminado de anabolizantes em uma academia de Canoas. A lembrar, na época a pandemia já havia matado dezenas na cidade e as as academias só podiam atuar através de agenda, atendendo a um ou dois alunos. Foi exatamente o que chamou atenção dos agentes da 1ª Delegacia de Polícia (DP), responsáveis pela apuração que terminou na prisão do dono de uma academia, no bairro Guajuviras, nesta quinta-feira (06).
A chamada Operação Missiva foi lançada com o objetivo de acabar com o esquema de distribuição de esteroides que era feito no estabelecimento. De acordo com o delegado Rafael Soares, que conduziu a apuração, ao longo dos últimos 30 dias, os policiais acompanharam a rotina do suspeito. Acabaram descobrindo que o investigado trabalhava com frascos de esteroides importados, catalogados na portaria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como proibidos para comercialização por serem perigosos.
Aproximadamente 100 frascos e dezenas de comprimidos foram apreendidos durante a ação. Além dos anabolizantes, uma camionete Pajero, R$ 12 mil em dinheiro e uma pistola calibre 9 milímetros também foram achados no endereço, que fica no bairro Guajuviras. "Ele foi preso em flagrante e será indiciado por tráfico de entorpecentes", aponta o delegado. "Em Canoas, há academias que estão funcionando sob os cuidados estabelecidos por Decreto Municipal para contenção da pandemia. O proprietário estava se valendo desta prerrogativa para distribuir produtos que são conhecidamente nocivos", explicou.
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