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Ofensiva contra os ataques a bancos é desencadeada pela Polícia Civil no RS

Ação contra uma quadrilha, liderada por apenado da Pasc, ocorre em Guaporé, Paraí, Serafina Corrêa e Charqueadas.

23/07/2020 19h30
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Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
Entre as ordens judiciais estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, oito prisões preventivas e duas prisões temporárias. | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP
Entre as ordens judiciais estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, oito prisões preventivas e duas prisões temporárias. | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

A Polícia Civil deflagrou ao amanhecer desta quinta-feira uma ofensiva contra os ataques a bancos no Rio Grande do Sul. A 1ª Delegacia de Polícia de Repressão a Roubos, do Departamento Estadual de Investigações Criminais, cumpre 23 medidas de natureza probatória e restritivas de liberdade, além de assecuratórias, como o bloqueio de ativos em contas bancárias. A ação acontece nas cidades de Guaporé, Paraí, Serafina Corrêa e Charqueadas. Entre as ordens judiciais estão 13 mandados de busca e apreensão, oito prisões preventivas e duas prisões temporárias. Cinco criminosos já foram detidos, sendo que o líder de uma quadrilha já se encontrava recolhido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). 

Um dos ataques investigados pela equipe do delegado João Paulo de Abreu, ocorreu no dia 6 de março deste ano em Paraí. Os criminosos haviam instalados explosivos em agências do Banco do Brasil e do Sicredi para efetuar a detonação dos caixas eletrônicos. A Brigada Militar antecipou-se à ação da quadrilha e entrou em ação, ocorrendo confrontos no local que resultaram em sete bandidos mortos. Armamento pesado e explosivos foram apreendidos na ocasião.

Nas investigações, a 1ª Delegacia de Polícia de Repressão a Roubos identificou que o líder da quadrilha e organizador do ataque era um detento recolhido na Pasc. Por telefone celular dentro da cela, o apenado planejou a ação, recrutou os indivíduos, ordenou o que cada um deveria fazer, deu ordens inclusive quanto à data do ataque e indicou um familiar como seu representante externo, além de ter financiado todo o plano, como por exemplo a compra de armas.

Entre os alvos da operação policial nesta quinta-feira está um familiar do líder da quadrilha. Uma moradora da cidade de Paraí também é investigada. Ela emprestou um sítio para os criminosos e atuou no planejamento da ação, repassando informações sobre movimentação de carro-forte, vigilantes e policiamento militar no município.

Os policiais civis identificaram ainda os responsáveis pelo transporte dos bandidos e das armas, pelo levantamento prévio das agências bancárias atacadas, pela logística de fuga, por ficar encarregado do armazenamento e manutenção de armamentos, munições, explosivos e demais equipamentos utilizados. Um dos indivíduos era inclusive o dono de um Ford Focus, de cor prata, usado no ataque. Já um outro envolvido cedeu um sítio em Serafina Corrêa ao bando, tendo levado alimentos e cobertores. Uma outra mulher tinha ainda a função de auxiliar no resgate, prestar apoio logístico e participar do planejamento do ataque.

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