
Chamada por familiares e amigos de Nena, Irene da Fonseca, 67 anos, sonhava em voltar a morar no Paraná. A idosa que foi morta a tiros e teve o corpo carbonizado na noite da última sexta-feira (26) no interior de São Marcos, é descrita por uma uma conhecida da família como uma senhora tranquila.
- Ela era viúva há pouco tempo, e queria muito voltar para o Paraná. Ela não queria mais morar aqui, não gostava mais - conta uma pessoa que prefere não se identificar.
O assassinato de Irene é cercado de mistérios. Passado mais de 36h da morte que chocou o município, Kauana Santos, 16, neta da idosa, segue desaparecida. A Brigada Militar (BM) fez buscas com cães farejadores do batalhão de Caxias do Sul para localizar a jovem. Eles encontraram uma blusa manchada de sangue que pertencia à adolescentes. As buscas serão retomadas caso sejam repassadas denúncias à BM.
- Muito triste tudo isso. Estamos todos chocados - lamenta.
Até por volta das 10h30min deste domingo (28), o corpo de Irene seguia no Departamento Médico Legal. A identificação oficial será realizada por meio de exame de DNA.
ENTENDA O CRIME
A chácara onde os crimes aconteceram fica em uma estrada vicinal, passando o salão paroquial de São Luiz, cerca de 6,5 quilômetros do centro de São Marcos. A propriedade conta com um parreiral, milharal, um açude e uma quadra de esporte. As casas ficam distantes uma das outras, fato que explica a ausência de testemunhas.
O único relato sobre o crime é de uma criança, que é irmão da desaparecida e neto de Irene. Ele estava na casa no momento do ataque e contou ter ouvido uma discussão seguida de tiros. O menino fugiu e se escondeu entre as árvores da propriedade. Ele viu o assassino sair arrastando a adolescente, em direção ao interior da propriedade, mas não conseguiu identificar o homem. Por enquanto, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o criminoso chegou até a casa a pé.
Segundo a investigação, Kauana vivia em outro estado e estava morando em São Marcos desde o final do ano passado. Ela vivia com o pai, a madrasta, a avó e o irmão caçula. No momento do crime, o pai estava em Caxias do Sul acompanhado da madrasta da adolescente. O casal prestou depoimento à Polícia Civil na tarde de sábado (27), mas não tinha suspeitas da autoria ou motivação do crime. Segundo a Polícia Civil, nenhum integrante da família possui histórico policial.
Fonte: Pioneiro - Grupo RBS
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