Quarta, 29 de Julho de 2026
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Homem que estuprou e matou indígena de 14 anos, em Redentora, é denunciado pelo MP

Daiane desapareceu em 31 de julho, e foi encontrada morta dias depois.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Rádio Guaíba
05/10/2021 às 10h43
Homem que estuprou e matou indígena de 14 anos, em Redentora, é denunciado pelo MP
Vítima estava em uma festa, e foi atraída ao carro do suspeito por uma promessa de carona. Foto: Acervo Pessoal

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP/RS) confirmou, nesta terça-feira (5), que ofereceu à Justiça uma denúncia contra o homem responsável pelo estupro e morte de Daiane Griá Sales, de 14 anos. A jovem era indígena, da etnia caingangue, e desapareceu em 31 de julho na cidade de Redentora, no Noroeste do Estado.

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O corpo da vítima foi encontrado quatro dias depois, parcialmente despido, e com indícios dilaceramento na virilha. Segundo a Polícia Civil, ela foi sexualmente violentada e assassinada por um homem branco, de 33 anos. O MP/RS pede que ele responda pelos crimes de estupro de vulnerável e homicídio, com seis qualificadoras.

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Para o órgão, são agravantes do caso o meio cruel com que Daiane foi morta, motivo torpe, dissimulação, recurso que dificultou a defesa da vítima, feminicídio e o fato do assassinato ter como objetivo a ocultação do estupro. O denunciado teria demonstrado desprezo ao povo indígena, já que acreditou em uma reação passiva por parte dos caingangues.

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“Ele estava procurando sua vítima em eventos sabidamente frequentados por jovens indígenas, havendo, inclusive, oferecido carona a outras garotas da mesma etnia. Esse fator foi determinante para que ela fosse objeto preferencial da escolha dele”, afirma o promotor de Justiça Miguel Germano Podanosche.

Investigação

A polícia deu o caso como encerrado em meados de setembro. Em coletiva de imprensa, o delegado Vilmar Alaídes Schaefer confirmou que o criminoso já estava preso, tendo sido considerado como suspeito desde o início das investigações. Um outro homem, dono do moletom que foi encontrado junto ao corpo de Daiane, chegou a ser detido.

Entretanto, ele foi liberado após provar que havia emprestado o agasalho à jovem, que sentia frio na noite em que foi morta. Eles participavam de uma festa de São João, nas proximidades da comunidade indígena onde ela morava. A vítima foi atraída ao carro do seu assassino, que a levou para um local ermo e de difícil acesso.

Um pedaço de corda foi encontrado próximo ao corpo de Daiane. A principal hipótese é de que o item tenha sido usado para asfixiar a indígena. Ao todo, 88 pessoas foram ouvidas ao longo da elaboração do inquérito que, agora, embasa a denúncia protocolada junto ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ/RS).

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