Domingo, 26 de Setembro de 2021
32°

Muitas nuvens

Teresina - PI

Polícia Lajeado / RS

Segundo delegado, homem que matou menina em Lajeado não chegou a ir no mercado com a vítima

Hipótese foi descartada durante as investigações, após a análise de imagens.

14/09/2021 às 15h18
Por: Redação Acontece no RS Fonte: Rádio Independente
Compartilhe:
Delegado Humberto Messa Röehrig (Foto: Artur Dullius)
Delegado Humberto Messa Röehrig (Foto: Artur Dullius)

A Polícia Civil concluiu, nesta segunda-feira (13), o inquérito que investiga a morte da menina Ágatha Rodrigues do Santos (5). Ela foi jogada nas águas do Rio Taquari, em Lajeado, depois de ser violentada sexualmente. O autor, um homem de 35 anos, está preso desde a data do crime, dia 4 de setembro.

Conforme o delegado Humberto Messa Röehrig, responsável pelo caso, as investigações mostraram que o indiciado não foi ao supermercado com a criança, apenas acessou o pátio do estabelecimento comercial. “O autor do fato conversou com a mãe e a menina sobre o pretexto de ir ao mercado, mas as imagens e as provas testemunhais demostraram que em nenhum momento ele entrou no estabelecimento. Ele saiu da casa da vítima e se dirigiu diretamente ao local do fato”, disse.

O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) atestou também que Ágatha foi jogada na água ainda com vida. As análises periciais comprovaram que a menina foi violentada sexualmente e, em seguida, morreu por asfixia decorrente do afogamento. O suspeito, que costumava frequentar a casa da família, irá responder pelos crimes de estupro de vulnerável e homicídio qualificado.

Segundo o delegado, no caso do estupro de vulnerável a pena varia de 8 a 15 anos, e o crime de homicídio qualificado prevê 12 a 15 anos de reclusão. “A Polícia Civil identificou quatro qualificadoras, sendo elas: o feminicídio, pela condição de mulher, o recurso que impossibilitou a defesa da vítima, o meio cruel (asfixia) e o fato do homicídio ter sido praticado para ocultar o crime anterior, de violência sexual”, afirma.

Röehrig lembra ainda que a mãe da menina também irá responder pelo caso. “A mãe tinha conhecimento da inidoneidade do autor do fato, então ela vai responder por isso, por entregar uma pessoa menor de idade para ele. É um crime de menor potencial ofensivo, com pena máxima de dois anos”, explica.

O homem investigado pela morte de Ágatha, que não se pronunciou durante as investigações, foi inicialmente recolhido ao Presídio Estadual de Lajeado. Na quarta-feira (8), por questões de segurança, ele foi transferido ao Presídio de Sobradinho, no Vale do Rio Pardo. “Já é uma prática até comum dentro dos estabelecimentos prisionais, estas transferências, para melhor manter a ordem dentro dos presídios”, esclarece o delegado.

> Receba todas as notícias do Portal Acontece no RS no seu WhatsApp. Clique aqui.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Lajeado - RS
Sobre o município Notícias de Lajeado - RS