Quinta, 06 de Agosto de 2026
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Após brilhar em Tóquio, Alison dos Santos quer novos desafios

Bronze na Olimpíada o transforma em uma referência na modalidade

Por: Redação Acontece no RS Fonte: EBC
04/08/2021 às 01h30

Na madrugada desta terça-feira (3), aos 21 anos, Alison dos Santos fez história na pista do Estádio Olímpico durante a Olimpíada de Tóquio (Japão). Quebrando a marca sul-americana pela 6ª vez nos últimos meses, ele faturou a medalha de bronze na prova dos 400 metros (m) com barreiras com a incrível marca de 46s72. Esta foi a primeira vez que um atleta da América do Sul correu abaixo de 47s.

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Alison também encerrou um jejum de 33 anos sem conquistas nacionais em provas individuais de pista do atletismo brasileiro. As últimas haviam sido o bronze de Robson Caetano, nos 200 m rasos, e a prata de Joaquim Cruz, nos 800 m rasos nos Jogos de 1988 (Seul).

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“Há alguns dias acabei vendo nas redes sociais duas frases muito inspiradoras. Se alguém já fez, eu também posso. Se ninguém fez, por que eu não posso ser o primeiro? Foi em cima disso que meu técnico e eu trabalhamos focados na medalha. Quebrar esse jejum de medalhas brasileiras em edições de Jogos Olímpicos é sensacional, assim como em Doha, no Mundial de 2019, eu fui à final, algo que um brasileiro não ia há 19 anos. Tenho certeza de que posso muito mais”, declarou o corredor durante entrevista coletiva promovida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) na noite desta terça-feira (3).

Outro fato que demonstra o quanto foi expressiva a conquista é que, em todas as finais olímpicas disputadas até os Jogos da capital japonesa, o tempo alcançado pelo brasileiro seria suficiente para conquistar a medalha de ouro na prova. O brasileiro só não alcançou o lugar mais alto do pódio porque o nível da disputa foi absurdo. O norueguês Karsten Warholm levou o ouro quebrando o recorde mundial, e correndo pela primeira vez na história abaixo de 46 segundos (45s94). Já a prata ficou com o norte-americano Rai Benjamin (46s17).

Porém, o paulista confia em seu potencial e sabe que pode ser ainda mais rápido nos próximos desafios. “Sempre tem algo para corrigir, para melhorar. A marca de 46s era praticamente impossível, mas a gente foi lá e fez. Agora, queremos mais. Sem colocar limites, quero seguir em busca de outras vitórias para, no final da minha carreira, poder olhar para trás e ter a certeza de que coloquei meu nome na história. E vou ser referência para todos que sonham em se tornar um atleta profissional”, concluiu.