
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, nesta quarta-feira, a Operação Divisa, para combater crimes contra o patrimônio veicular no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Ao menos 19 pessoas foram presas. A ação prevê o cumprimento de 26 mandados de prisão preventiva e 25 ordens judiciais de busca e apreensão.
Coordenada pela 1ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo, a operação conta com apoio da Polícia Penal gaúcha e da Polícia Civil catarinense. As ordens judiciais são cumpridas em São Leopoldo, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Cachoeirinha, Sapucaia do Sul, Alvorada, Canoas, Charqueadas, Sapiranga e Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, além de Içara, Tubarão e Balneário Gaivota, em Santa Catarina.
Conforme a investigação, a maioria dos suspeitos já estava recolhida ao sistema prisional e continuava operando de dentro das unidades, utilizando celulares e contas bancárias de companheiras, mães e irmãs para viabilizar os crimes e dissimular o recebimento dos pagamentos.
O esquema começava com a encomenda de veículos que seriam furtados ou roubados por terceiros. Motoristas contratados transportavam os automóveis, que eram escondidos em garagens. Em seguida, os integrantes removiam rastreadores, adulteravam placas e outros sinais identificadores e revendiam os veículos em outros estados.
A operação também busca atingir o patrimônio do grupo, com a apreensão de bens e a responsabilização de titulares de contas bancárias utilizadas para ocultar a movimentação financeira.
Ao longo das investigações, a Polícia Civil identificou indícios de diferentes crimes relacionados à atuação do grupo, entre eles receptação qualificada, roubo e furto de veículos, estelionato, fraude contra seguradoras e associação criminosa.
Também são apuradas suspeitas de adulteração de sinais identificadores de veículos, incluindo clonagem de numeração, alterações em chassi e motor e produção, comércio e instalação de placas falsas. A lista de crimes investigados inclui ainda extorsão, comércio ilegal de armas e tráfico de drogas.
Fonte: Guilherme Sperafico/Correio do Povo