
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ficará sem mandato eletivo a partir de fevereiro de 2027, após perder a disputa pela Presidência da República para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno realizado neste domingo (25). Será a primeira vez em 24 anos que o parlamentar não ocupará um cargo público.
Com 100% das urnas apuradas, Flávio recebeu 59,8 milhões de votos, equivalentes a 48,21% dos votos válidos. Lula foi reeleito para seu quarto mandato presidencial, com 64,3 milhões de votos, representando 51,79% do total.
Atualmente senador pelo Rio de Janeiro, Flávio permanecerá no Congresso Nacional até 31 de janeiro de 2027, quando termina o mandato iniciado em 2019. Ao optar pela candidatura à Presidência, ele não disputou a renovação de sua cadeira no Senado.
A trajetória parlamentar de Flávio começou nas eleições de 2002, quando conquistou uma vaga de deputado estadual no Rio de Janeiro, aos 21 anos. Ele assumiu o cargo em 2003 e foi reeleito em 2006, 2010 e 2014. Em 2018, venceu a eleição para o Senado Federal, completando cinco mandatos consecutivos no Legislativo.
Além de ficar sem mandato, Flávio deixará de contar com o foro por prerrogativa de função relacionado ao cargo de senador. Isso significa que eventuais novos processos poderão tramitar na primeira instância da Justiça, conforme a natureza dos fatos e as regras de competência.
Entretanto, a saída do Senado não implica necessariamente a transferência das investigações já existentes. Em 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu que processos relacionados a crimes cometidos durante o exercício do cargo e vinculados às funções desempenhadas podem continuar sob competência dos tribunais superiores, mesmo após o encerramento do mandato.
Segundo informações divulgadas pelo g1, Flávio Bolsonaro é formalmente investigado em dois casos no STF. Um deles envolve o financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, enquanto o outro está relacionado ao advogado Willer Tomaz e ao acesso a uma conta bancária. Flávio e o advogado negam manter negócios em conjunto. As investigações não representam condenação.