Terça, 20 de Outubro de 2026

Pequenas empresas gaúchas voltam a investir em site próprio para não depender só das redes sociais

Bloqueios de contas e a forma como o consumidor pesquisa antes de comprar fazem negócios do RS reverem onde estão na internet

Por: Redação Acontece no RS
20/10/2026 às 18h53
Pequenas empresas gaúchas voltam a investir em site próprio para não depender só das redes sociais

Durante anos, o perfil no Instagram foi a vitrine principal de muitos pequenos negócios no Rio Grande do Sul. Era ali que o cliente via produtos, preços e o contato do WhatsApp. Agora, empreendedores gaúchos estão voltando a olhar para um canal que parecia ultrapassado: o site próprio.

O movimento tem dois motivos. O primeiro é o risco de perder de uma hora para outra o perfil onde está toda a clientela. O segundo é o jeito como o consumidor procura uma empresa antes de comprar.

Quando o perfil some, o negócio some junto

Em 2025, usuários do Instagram, Facebook e Threads relataram uma onda de contas banidas ou suspensas sem explicação clara, segundo o Tecnoblog. Muitos disseram que enviaram documentos para recuperar o acesso e não tiveram retorno.

Para quem vende pelas redes, o impacto vai além do incômodo. Em Goiás, um brechó online ficou mais de seis meses com o perfil comercial suspenso e só conseguiu a reativação na Justiça, que também fixou indenização de R$ 5 mil para cada uma das duas sócias, conforme o Mais Goiás. Nesse período, as empreendedoras relataram queda no faturamento e perda de clientes.

"O perfil nas redes é importante, mas ele não é da empresa. É um espaço emprestado, com regras que podem mudar a qualquer momento. O site é o único endereço na internet que o negócio controla de verdade", afirma a Agência Spin, de Porto Alegre, que trabalha com criação de sites desde 2007.

No Sul, o Google é o primeiro lugar onde o cliente procura

O segundo motivo aparece nas pesquisas sobre comportamento de compra. Segundo o estudo "O Mapa da Busca no Brasil 2026", da Optimiza Marketing com a AB Pesquisas, 64% dos brasileiros citam o Google como primeira opção para pesquisar produtos antes de comprar. Entre os moradores da Região Sul, o índice sobe para 70%, segundo reportagem da Agência O Globo.

A reputação também passa pelo Google. Uma pesquisa do Reclame Aqui com a Harmo mostrou que 96% dos consumidores leem avaliações antes de escolher uma loja física e que 9 em cada 10 descartam empresas com nota abaixo de 4, de acordo com o Mercado&Consumo.

Na prática, isso significa que o cliente gaúcho que ouviu falar de uma empresa pelo Instagram ou por indicação costuma pesquisar o nome no Google antes de entrar em contato. Se encontra um site claro, com endereço, serviços e formas de contato, a confiança aumenta. Se não encontra nada, pode seguir para o concorrente.

As IAs também consultam o site

Há ainda um fator mais recente. Ferramentas como ChatGPT e Gemini passaram a responder perguntas como "qual empresa faz tal serviço em Porto Alegre?". Para montar essas respostas, elas consultam páginas da internet, e um site bem organizado aumenta a chance de a empresa ser citada.

"Parte dos clientes que chegam até nós hoje vem de recomendações do ChatGPT e do Gemini. Isso só acontece porque o site explica com clareza o que fazemos e para quem", diz a Agência Spin.

O que um site de pequena empresa precisa ter

Para quem está pensando em criar ou refazer o site, a agência lista alguns pontos básicos:

  • informações claras sobre o que a empresa vende, para quem e em quais cidades atende;

  • botão de WhatsApp visível e funcionando bem no celular;

  • endereço, horário e dados iguais aos do Perfil da Empresa no Google;

  • páginas que respondam às dúvidas mais comuns dos clientes, como prazos e formas de pagamento;

  • carregamento rápido e segurança em dia.

O site não substitui as redes sociais. A recomendação é usar os dois canais juntos: as redes para gerar conversa e lembrança, e o site como a base que não depende de nenhuma plataforma.

"Muitos empresários adiam o site porque tiveram experiências ruins com projetos lentos e sem suporte. Hoje, um site institucional bem feito fica pronto em poucas semanas", afirma a agência, que oferece serviço de criação de sites em Porto Alegre e atende empresas de todo o Brasil de forma remota.

Notas para o portal

  • Link para a Spin: "criação de sites em Porto Alegre" para https://agenciaspin.com/criacao-de-sites-porto-alegre/ (no último parágrafo). Se o portal aceitar um segundo link, "Agência Spin" na primeira citação para https://agenciaspin.com/.

  • Links de fonte: Tecnoblog, Mais Goiás, Agência O Globo (via Tribuna do Sertão) e Mercado&Consumo, todos para dar credibilidade aos dados.

  • Tamanho: cerca de 750 palavras.

  • Imagem sugerida: foto de pequena loja ou comerciante usando notebook ou celular, sem logos. Pode ser de banco de imagens do próprio portal.

  • Editoria sugerida: Economia ou Negócios.