Quinta, 08 de Outubro de 2026

Auxiliar técnico do Grêmio é preso por descumprir medida protetiva

Alexandre Mendes foi detido no início da tarde desta quinta-feira em Porto Alegre.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
08/10/2026 às 20h17
Auxiliar técnico do Grêmio é preso por descumprir medida protetiva
Alexandre Mendes foi preso nesta quinta-feira Foto : Lucas Uebel / Grêmio FBPA / CP

Auxiliar técnico do Grêmio, Alexandre Mendes foi preso no início da tarde desta quinta-feira. O profissional foi detido assim que desembarcou com a delegação tricolor em Porto Alegre após a viagem a Belém.

Conforme apurado pelo CP, a prisão de Alexandre Mendes é motivada por causa do descumprimento de uma medida protetiva solicitada por sua ex-companheira. A defesa do auxiliar confirmou a detenção, mas não quer se manifestar neste momento.

Mendes tornou-se réu em julho do ano passado, após ser denunciado pelo Ministério Público em caso de suposta violência psicológica. O caso tramita na justiça gaúcha desde agosto de 2024.

Procurado pelo Correio do Povo, o Grêmio enviou uma nota à imprensa, afirmando que “acompanha com atenção os desdobramentos do caso que envolve o profissional Alexandre Mendes, após as informações divulgadas na tarde desta quinta-feira”.

O clube complementou que “monitora a apuração dos fatos, de natureza estritamente pessoal, pelas autoridades competentes e irá se manifestar assim que reunir todos os elementos relativos ao processo”.

Relembre o caso

Em agosto de 2024, Alexandre Mendes foi denunciado pela sua ex-companheira, que afirmava não estar mais com ele há cerca de 15 dias. A partir disso, o caso passou a correr em sigilo na 2ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Porto Alegre.

A suposta vítima registrou boletim de ocorrência que relatava, inclusive, agressões físicas. Nas redes sociais, ela publicou fotos e vídeos com sinais de agressão no seio esquerdo, na nádega esquerda e no braço direito, além de um papel cheio de sangue. Também divulgou um áudio em que gritava: “Eu não aguento mais, socorro”.

Mesmo com essas provas, o inquérito policial, da 2ª Delegacia de Polícia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), não indiciou o profissional. Porém, o Ministério Público entendeu que havia elementos para uma denúncia por violência psicológica, que foi aceita.