Sexta, 25 de Setembro de 2026

Júri de quatro acusados pelo homicídio de cabeleireira começa em Tramandaí

Quatro réus são julgados no Foro de Tramandaí por participação no planejamento do homicídio de Návia Regina Christan, ocorrido em 2018.

Por: Redação Acontece no RS
25/09/2026 às 08h46
Júri de quatro acusados pelo homicídio de cabeleireira começa em Tramandaí
O primeiro a falar no plenário foi o delegado Alexandre Souza Foto : Luiza Meirelles / TJRS / CP

Começou na manhã de quinta-feira, no Foro de Tramandaí, o julgamento de quatro acusados de participação no homicídio da cabeleireira Návia Regina Christan, de 46 anos. Ela foi morta a tiros dentro do próprio salão de beleza, em novembro de 2018. A previsão é de que o júri prossiga até esta sexta-feira.

Silvana Cristan, irmã da vítima, e Joares Antônio Pellinson, cunhado de Návia, respondem por homicídio qualificado por motivo fútil e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Rosane de Lima Araújo e Robsom Araújo de Moraes Soares são acusados de homicídio qualificado mediante paga ou promessa de recompensa e recurso que dificultou a defesa.

Segundo a acusação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), desavenças familiares e a suspeita de que Návia estaria provocando prejuízos financeiros a um familiar estariam relacionadas ao crime. A Promotoria sustenta que os quatro réus participaram do planejamento e da articulação para contratar os responsáveis pela execução. Dois homens apontados como executores já foram julgados e condenados.

Durante o primeiro dia de julgamento, o delegado Alexandre Souza apresentou aos jurados a cronologia da investigação e os elementos reunidos no inquérito. Ele assumiu a Delegacia de Polícia de Tramandaí em junho de 2021 e relatou que, naquele momento, a investigação já trabalhava com a hipótese de execução.

Návia já havia sobrevivido a uma tentativa de homicídio em 26 de outubro de 2017, quando foi baleada dentro de casa. O ataque deixou sequelas permanentes, entre elas a perda da visão de um dos olhos. Pessoas envolvidas na organização e execução daquele atentado foram julgadas e condenadas pelo Tribunal do Júri em março de 2025.

Em 5 de novembro de 2018, a cabeleireira sofreu um novo ataque. Um homem entrou no salão onde ela trabalhava se passando por cliente e efetuou os disparos que provocaram sua morte. Dois homens apontados pela investigação como responsáveis pela execução foram condenados em 2022.

O julgamento dos quatro acusados é presidido pelo juiz de Direito Gilberto Pinto Fontoura, da 1ª Vara Criminal de Tramandaí. A sessão estava prevista inicialmente para julho, mas foi remarcada após a defesa de dois réus solicitar o desmembramento do processo. O pedido foi negado pela Justiça, que decidiu pela análise conjunta das condutas atribuídas aos acusados.