
A LimbX conquistou o segundo lugar na Batalha de Startups realizada durante a ImpactaCoop, promovida pela Cotriel e pelo Sicredi Sementes do Sul nos dias 19 e 20 de agosto. A startup recebeu R$ 5 mil pela apresentação de uma prótese biônica desenvolvida com tecnologia nacional e impressão 3D.
Fundada em 2023 pelo engenheiro de controle e automação Natan Vargas, a empresa surgiu diante das dificuldades de acesso a próteses de membros superiores no país. Segundo as informações apresentadas, mais de 211 mil pessoas aguardam por esses equipamentos no Brasil, enquanto parte das opções disponíveis é importada e possui custo elevado.
A startup é incubada na Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) e vinculada ao Parque Científico e Tecnológico Tecnounisc. O projeto utiliza fabricação aditiva e tecnologia própria para produzir próteses personalizadas destinadas a pessoas que perderam um membro ou nasceram sem ele.
A tecnologia funciona por meio de sensores instalados na região do membro residual, responsáveis por captar sinais elétricos produzidos pela contração muscular do usuário. O sistema interpreta esses estímulos e aciona os motores da prótese, possibilitando movimentos como abrir e fechar a mão, fazer pinça, apontar e segurar objetos de até oito quilos.
O principal modelo desenvolvido pela empresa é a LimbX PRO, voltada para amputações abaixo do cotovelo. A prótese possui estrutura modular, produção nacional e personalização por impressão 3D, características que, conforme a startup, ajudam a reduzir o custo em comparação com equipamentos importados, além de considerar aspectos de conforto e estética.
Atualmente, a LimbX está em fase de testes e validação clínica. A previsão apresentada pela empresa é iniciar as vendas em 2027, com preço estimado em cerca de R$ 25 mil, por meio de clínicas e hospitais e também diretamente aos usuários. No futuro, a startup também pretende buscar fornecimento ao governo após testes no sistema público de saúde.
Além do avanço comercial, a empresa procura parcerias e patrocínios para ampliar os testes, aperfeiçoar o conforto e o visual das próteses e viabilizar, em algumas iniciativas, doações dos equipamentos para pacientes de baixa renda.