
Cair fios faz parte do ciclo natural do nosso couro cabeludo, mas quando uma mulher com queda de cabelo percebe aumento persistente da perda, vale investigar a causa.
Vale ressaltar que nem sempre a queda indica uma doença. Em alguns períodos, como após o parto, isso pode acontecer de forma temporária e melhorar com o tempo. Por isso, observar quando a queda começou e como ela se manifesta ajuda na investigação.
Existem diferentes causas para a queda de cabelo feminino. A avaliação médica é importante porque o tratamento depende do motivo que levou à perda dos fios.
A alopecia pode ser temporária ou definitiva e relaciona a queda a fatores como:
hereditariedade;
doenças da tireoide;
carências nutricionais e;
procedimentos químicos.
Durante a gestação, as alterações hormonais podem prolongar a fase de crescimento dos fios. Depois do nascimento do bebê, a mudança hormonal pode fazer com que muitos fios entrem na fase de queda ao mesmo tempo. Esse processo costuma ser temporário.
A queda também pode aparecer depois de uma infecção ou de um período de grande estresse para o organismo. Nesses casos, o crescimento tende a ser retomado após a resolução do fator desencadeante.
Outro ponto importante é diferenciar queda de quebra. Quando os procedimentos químicos danificam a fibra capilar, o fio pode se partir próximo ao comprimento. Já a queda acontece quando o fio se desprende do couro cabeludo. Os dois problemas podem ocorrer ao mesmo tempo, mas exigem cuidados diferentes..
O tratamento para uma mulher com queda de cabelo começa pela identificação da causa. O dermatologista pode avaliar o couro cabeludo, o padrão da perda e o histórico da paciente. Dependendo do caso, também pode solicitar exames para investigar possíveis deficiências nutricionais, alterações hormonais ou outras condições.
Quando a queda está relacionada a uma deficiência nutricional, por exemplo, o profissional pode orientar mudanças na alimentação ou suplementação. Se houver alteração da tireoide ou outra doença, é necessário tratar a condição que está contribuindo para a perda dos fios.
Já em casos de queda persistente, a investigação pode incluir exames como hemograma, ferritina e avaliação da função da tireoide, conforme a suspeita clínica. O tratamento deve considerar a causa identificada.
Em algumas situações, o médico também pode indicar medicamentos de uso tópico ou oral. Procedimentos dermatológicos podem ser considerados em casos específicos, sempre de acordo com o diagnóstico.
A automedicação, por outro lado, deve ser evitada. Tomar vitaminas ou minerais sem necessidade não acelera necessariamente o crescimento dos fios e, em alguns casos, o excesso de determinados nutrientes pode causar problemas.
O minoxidil pode ser indicado para mulheres em alguns tipos de queda, principalmente quando há diagnóstico de alopecia de padrão feminino. A substância pode ajudar a reduzir a progressão da perda e estimular o crescimento dos fios em determinados casos.
No entanto, o uso deve seguir orientação médica. A concentração e o tempo de tratamento dependem do quadro de cada pessoa.
Nem todas as causas de queda podem ser evitadas. A predisposição genética, por exemplo, não depende dos cuidados diários. Ainda assim, alguns hábitos ajudam a preservar a saúde dos fios e a reduzir danos que podem aumentar a quebra. Uma rotina de cuidados pode incluir:
lavar o couro cabeludo de acordo com a necessidade, sem deixar de fazer a higiene por medo da queda;
evitar prender o cabelo com muita força;
reduzir o uso frequente de secador, chapinha e outras fontes de calor;
usar proteção térmica quando houver exposição ao calor;
respeitar o intervalo recomendado entre procedimentos químicos;
manter uma alimentação variada, com boas fontes de proteínas, vitaminas e minerais;
evitar dietas muito restritivas;
não usar suplementos sem orientação profissional;
procurar avaliação médica quando a queda persistir ou aumentar.
Assim, quando uma mulher com queda de cabelo percebe que o problema não melhora, o melhor caminho é investigar a origem antes de escolher um produto ou tratamento.