

A Polícia Civil investiga a atuação de adolescentes suspeitos de tráfico de drogas e de constranger colegas dentro de uma escola estadual de Sobradinho. A apuração resultou na Operação Rebeldia, deflagrada na sexta-feira (21), com mandados cumpridos no Bairro Medianeira e no Acesso Euclides Bento Pereira.
Durante as buscas, realizadas por policiais de Sobradinho com apoio de agentes de Arroio do Tigre, foram apreendidos celulares, dinheiro, anotações e porções de droga. Uma mulher de 58 anos, avó de um dos três adolescentes inicialmente investigados, também foi presa em flagrante.
Em entrevista ao programa Giro Regional, da Rádio Gazeta FM 96.1, nesta segunda-feira (24), a delegada Graciela Foresti Chagas informou que a investigação avançou após denúncias de moradores e informações repassadas pela comunidade escolar. Uma família registrou ocorrência relatando que o filho estaria sendo coagido a guardar armas e drogas para um colega.
A direção da escola também colaborou com informações que auxiliaram no início das diligências. O nome do estabelecimento de ensino não foi divulgado pela Polícia Civil. Segundo a delegada, há relatos de situações semelhantes envolvendo outras escolas de Sobradinho, e as famílias devem acompanhar a rotina dos estudantes e manter diálogo com as instituições de ensino.
Em uma das residências alvo das buscas, onde também funcionava um minimercado, os policiais localizaram cigarros contrabandeados, fios de cobre queimados e dezenas de cartões bancários pertencentes a outras pessoas. Parte dos cartões estaria vinculada a benefícios assistenciais, como o Bolsa Família, e estava acompanhada das respectivas senhas. A origem e o motivo da presença desse material no imóvel serão apurados.
Conforme Graciela, a Polícia Civil já contabilizou cerca de 20 ocorrências relacionadas a furtos de fios de cobre em 2026 na região Centro-Serra. Após os procedimentos na delegacia, a mulher presa durante a operação foi encaminhada ao Presídio Estadual de Rio Pardo.
A investigação continuará com a análise do material recolhido. A Polícia Civil busca identificar outras pessoas que possam estar ligadas ao aliciamento dos adolescentes e apura também uma possível corrupção de menores, sem descartar novas ações relacionadas ao caso.