
Os fragmentos de ossos encontrados durante as buscas pelo caminhoneiro Luciano Boeira Melos, desaparecido desde julho de 2023, passarão por perícia para confirmar se pertencem à vítima. O material foi localizado pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMRS) na área indicada pelo principal condenado pelo crime, Felipe Silveira Noronha, que confessou o homicídio durante o julgamento realizado nesta semana em Bom Jesus, no Nordeste do Estado.
Segundo o delegado Gustavo Costa do Amaral, responsável pelas buscas, os ossos já foram encaminhados ao Instituto-Geral de Perícias (IGP). O primeiro passo será confirmar se os fragmentos são humanos.
Caso o resultado seja positivo, a Polícia Civil solicitará a coleta de material genético de familiares para comparação por exame de DNA. "Pela Polícia Civil, as buscas foram encerradas. Os bombeiros encontraram mais ossos, que já foram encaminhados ao IGP para perícia. Agora aguardamos a confirmação se são de origem humana para, posteriormente, realizar a comparação genética com familiares", explicou o delegado.
As buscas começaram ainda durante o Tribunal do Júri, depois que Noronha revelou onde teria ocultado o corpo de Luciano após o assassinato. A operação mobilizou policiais civis e equipes do Corpo de Bombeiros Militar.
De acordo com Gustavo Costa do Amaral, o trabalho foi dificultado pelas características do terreno. "Era um local de acesso muito difícil, com muita lama, mata fechada, trechos íngremes, cachoeira com muita água e correnteza forte. Em alguns pontos, os bombeiros precisaram descer com cordas", relatou.
Luciano Boeira Melos tinha 27 anos quando desapareceu, em julho de 2023. Conforme a denúncia do Ministério Público, ele foi morto após a descoberta de um relacionamento extraconjugal com Fabiana Ramos Saraiva. Nesta semana, Felipe Silveira Noronha e o irmão dele, Flávio Silveira Noronha, foram condenados a 20 anos de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. Fabiana também foi condenada, enquanto um quarto réu foi absolvido.
A confirmação da identidade dos restos mortais dependerá do resultado dos exames periciais, que ainda não têm prazo para conclusão.