Terça, 28 de Julho de 2026
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Família é presa suspeita de matar inquilino por disputa envolvendo aluguel em Novo Hamburgo

Homem de 31 anos, morto em galpão de chácara, foi processado pelo locador e recebeu decisão favorável; suspeitos teriam simulado invasão para encobrir o crime.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
28/07/2026 às 18h31
Família é presa suspeita de matar inquilino por disputa envolvendo aluguel em Novo Hamburgo
Homem de 31 anos foi morto em galpão de chácara em 10 de junho Foto : Polícia Civil / Divulgação / CP

Três pessoas foram presas pela Polícia Civil nesta terça-feira suspeitas de envolvimento no assassinato de um homem de 31 anos, ocorrido em 10 de junho, em Novo Hamburgo. Os presos são um casal formado por dois homens, de 61 e 45 anos, e a filha de um deles, de 24 anos. O namorado da mulher também teve a prisão temporária decretada, mas não foi localizado e é considerado foragido.

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Segundo o delegado Anderson dos Santos Hermel, responsável pela investigação, o homicídio teria sido motivado por desavenças relacionadas à locação da área onde a vítima morava e trabalhava, que pertence a um dos suspeitos. Para despistar a investigação, os suspeitos teriam, de acordo com o delegado, afirmado que um homem desconhecido, armado e encapuzado, invadiu o local, rendeu os presentes e matou o inquilino.

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A vítima foi encontrada morta na propriedade, em um galpão com uma cocheira, onde trabalhava cuidando de cavalos. Durante o cumprimento dos mandados nesta terça-feira, a polícia também apreendeu celulares, um martelo e uma picareta. Segundo a polícia, as ferramentas podem ter sido utilizadas no crime, já que a vítima apresentava ferimentos compatíveis com esse tipo de objeto.

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Disputa judicial

Durante os primeiros depoimentos, o proprietário do imóvel afirmou que havia sido processado pela vítima em uma ação trabalhista, processo que não foi encontrado pela Polícia Civil. Em contrapartida, a investigação descobriu que o suspeito omitiu a existência de uma ação judicial movida por ele contra a vítima.

De acordo com o delegado Anderson dos Santos Hermel, o proprietário alegava que o inquilino não estava pagando o aluguel. Em um primeiro momento, a Justiça deferiu o pedido de despejo. A vítima, porém, recorreu da decisão, alegando ter realizado cerca de R$ 100 mil em benfeitorias no imóvel. O recurso foi acolhido, e a decisão de despejo acabou suspensa.

Suspeitos teriam simulado invasão

Segundo o delegado, durante as primeiras diligências, os três presos afirmaram que um homem armado e encapuzado havia invadido a propriedade, rendido e amarrado a vítima e o casal na presença de crianças da família, antes de matar o inquilino. No entanto, os depoimentos apresentariam contradições e inconsistências, levando os policiais à conclusão de que a versão teria sido criada para encobrir o homicídio premeditado.

Além da vítima, o casal também morava na propriedade e, conforme a Polícia Civil, a mulher presa, filha de um dos suspeitos, havia se mudado para o local cerca de uma semana antes do crime. O quarto investigado, namorado da mulher, mora em outro município. Ele foi ouvido no dia do homicídio e passou a ser considerado suspeito após prestar informações que, segundo o delegado, eram "totalmente discrepantes".

As diligências continuam para localizar o quarto investigado e concluir a apuração do caso. A Polícia Civil também aguarda os laudos periciais para confirmar a causa da morte e identificar a arma utilizada no crime.