
A defesa de Adair Leonir Rommel recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão que anulou seu primeiro julgamento pela morte da companheira, Eleci Rejane Faleiro, ocorrida em julho de 2025, em Garibaldi. O recurso foi protocolado na última segunda-feira (13), dentro do prazo legal.
Agora, o STJ decidirá se mantém a decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), que anulou o julgamento após recurso do Ministério Público. Segundo o advogado Bruno Furlanetto, assistente da acusação e representante da filha da vítima, a análise do recurso deve se estender até o fim deste ano, o que pode adiar um novo júri popular para 2027.
Eleci foi morta em 29 de julho de 2025 na casa onde vivia com Rommel, no bairro São Francisco. As investigações apontaram que ela tentou se refugiar no banheiro, mas teve a porta arrombada e morreu por esganadura, conforme laudos do IGP.
No primeiro júri, realizado em janeiro deste ano, os jurados aceitaram a tese da defesa de que Rommel não teve intenção de matar. O crime foi desclassificado de feminicídio para lesão corporal dolosa seguida de morte, e o réu foi condenado a 9 anos, 8 meses e 4 dias de prisão em regime fechado.
A decisão gerou indignação da família, especialmente da filha da vítima, Larissa, que defende a condenação por feminicídio. Após recurso do Ministério Público, o TJ-RS anulou o julgamento, decisão que agora é contestada pela defesa no STJ.