Terça, 28 de Julho de 2026
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Meningite: alertas sobem no inverno; sintomas que exigem atendimento imediato

Meningite tende a circular mais no inverno do RS. Veja os sintomas que exigem atendimento imediato e como a vacinação gratuita do SUS protege a família.

Por: Renata Oliveira
23/06/2026 às 09h25
Meningite: alertas sobem no inverno; sintomas que exigem atendimento imediato

Com a chegada do inverno ao Rio Grande do Sul, a vigilância em saúde reforça a atenção para a meningite, doença que tende a circular mais nos meses frios. Segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), ligado à Secretaria Estadual da Saúde, a ocorrência das meningites bacterianas é mais comum no outono e no inverno. A doença pode evoluir rápido e exige atendimento médico imediato diante dos primeiros sinais.

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A maior frequência no frio tem explicação. É no inverno que aumentam as infecções respiratórias e as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados e aglomerados. A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias — tosse, espirro ou saliva. Entre as formas mais graves estão a doença meningocócica e a meningite pneumocócica, ambas com maior peso nesta época.

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Reconhecer os sintomas é decisivo. O Cevs orienta atenção a febre acompanhada de dor de cabeça intensa, vômito, rigidez na nuca, sensibilidade à luz, confusão mental, manchas na pele e convulsões. Em crianças menores de dois anos, os sinais incluem irritabilidade, choro persistente, sonolência ou abaulamento da moleira. Dificuldade para respirar, palidez, extremidades frias e queda rápida do estado geral indicam gravidade e pedem socorro imediato.

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O alerta não é novo no Estado. Em 2025, o Rio Grande do Sul registrou surtos de doença meningocócica em Bento Gonçalves, na Serra, e em Pelotas, no Sul. Até a semana epidemiológica 37 daquele ano, foram confirmados 57 casos no Estado, número superior ao total de 2024, que havia sido de 53 casos. Os registros mostram que a doença circula durante todo o ano, com picos sazonais.

A vacinação segue como a principal forma de prevenção. Pelo SUS estão disponíveis gratuitamente a meningocócica C, a ACWY, a pneumocócica 10-valente e a pentavalente, conforme as faixas etárias do calendário nacional. A partir de julho de 2025, o reforço previsto aos 12 meses passou a ser feito com a vacina ACWY, substituindo a meningocócica C. Para contatos próximos de um caso confirmado, há ainda a quimioprofilaxia com antibiótico.

Na prática, o recado ao leitor gaúcho é direto: ao surgirem sintomas de início súbito, procure imediatamente uma unidade de saúde ou pronto-atendimento e leve a caderneta de vacinação. O diagnóstico e o tratamento precoces fazem diferença na evolução do quadro. Mantenha as doses em dia, especialmente as das crianças, e fique atento aos sinais ao longo do inverno.

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