Terça, 28 de Julho de 2026
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Depressão sazonal é real: psicólogos do RS explicam os sinais e os tratamentos

A depressão sazonal é real e afeta o humor de muitos gaúchos no inverno. Veja os sinais do transtorno afetivo sazonal e os tratamentos disponíveis.

Por: Renata Oliveira
18/06/2026 às 22h00
Depressão sazonal é real: psicólogos do RS explicam os sinais e os tratamentos

A chegada do inverno no Rio Grande do Sul não muda só a temperatura: para parte da população, a estação mexe também com o humor. O quadro tem nome — Transtorno Afetivo Sazonal (TAS), ou depressão sazonal — e profissionais de saúde mental reforçam que não se trata de "frescura" nem de simples preguiça. É uma condição reconhecida, que costuma aparecer sempre na mesma época do ano e merece atenção.

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A explicação está ligada principalmente à luz. Com os dias mais curtos e menos sol no inverno gaúcho, o corpo recebe menos estímulo luminoso, o que desregula o relógio biológico e a produção de substâncias que influenciam o ânimo, como a melatonina e a serotonina. O resultado, em algumas pessoas, é uma queda de energia e de motivação que vai além do desânimo passageiro do frio.

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O ponto de alerta é a repetição. Tristeza pontual num dia cinzento é normal; o TAS se manifesta por sintomas que voltam todo inverno e atrapalham a rotina: cansaço constante, sono em excesso, dificuldade de concentração, vontade de se isolar, irritabilidade e perda de interesse por coisas que antes davam prazer. Quando esse padrão se repete por semanas, o ideal é buscar avaliação profissional.

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No Rio Grande do Sul, o tema ganha peso porque o inverno é mais rigoroso e prolongado do que na maior parte do país, especialmente na Serra Gaúcha e nas regiões de altitude. Dias mais curtos, céu encoberto e menos tempo ao ar livre reduzem a exposição à luz natural justamente nos meses em que muita gente já tende a ficar mais reclusa em casa.

A boa notícia é que há tratamento. Entre as abordagens mais citadas estão a psicoterapia, a prática regular de atividade física, a busca por luz natural durante o dia e, em casos indicados, a fototerapia (exposição controlada a uma luz específica) e o acompanhamento médico com medicação. O caminho varia de pessoa para pessoa, e por isso o diagnóstico deve ser feito por um profissional.

Se você percebe esses sinais em si mesmo ou em alguém próximo neste inverno, vale procurar ajuda: a rede pública oferece atendimento em saúde mental pelos CAPS e unidades do SUS, e o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia. Pedir apoio é o primeiro passo do tratamento — e não um sinal de fraqueza.

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