
Após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), um vídeo antigo publicado por integrantes do grupo responsável pelos saltos passou a repercutir nas redes sociais.
As imagens foram divulgadas em setembro de 2022 por Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, apontado como líder do grupo Entre Cordas. No vídeo, uma pessoa aparece dentro de um saco plástico preto e é lançada da ponte durante uma brincadeira. A gravação foi publicada com a legenda “Desovando corpo”.
Nas imagens, é possível ouvir uma contagem regressiva, enquanto algumas pessoas riem. Em seguida, uma delas grita “joga esse corpo”. As imagens mostram uma pessoa participando da atividade, aparentemente de forma voluntária, dentro do saco plástico, que teria pedido para sentir tal sensação.
Após a identificação de Egoroff entre os presos investigados pela morte de Maria Eduarda, o vídeo voltou a circular nas redes sociais. O instrutor costumava publicar vídeos de saltos realizados na Ponte do Esqueleto em seus perfis. Ele se apresenta como bombeiro civil e destaca conceitos como “segurança, técnica e experiência” relacionados à prática do rope jump.
Além da repercussão do vídeo, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, informou que o grupo Entre Cordas não possuía autorização para realizar atividades esportivas na área onde ocorreu o acidente.
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Em depoimento à polícia, um dos integrantes da equipe relatou que não percebeu imediatamente que Maria Eduarda havia sido lançada sem estar conectada ao principal equipamento de segurança.
Segundo o relato, ele só tomou conhecimento da gravidade da situação ao ouvir gritos e notar a movimentação das pessoas que acompanhavam a atividade. Após o alerta, deixou a plataforma para verificar o que havia acontecido.
O homem afirmou que desceu utilizando técnicas de rapel e encontrou a jovem sendo atendida por pessoas que tentavam prestar os primeiros socorros. Entre elas estava uma profissional da saúde que realizava manobras de reanimação enquanto aguardava a chegada das equipes de emergência.
A morte de Maria Eduarda é investigada como possível falha operacional durante a atividade de rope jump realizada na Ponte do Esqueleto. Não há qualquer indício, até o momento, que os homens envolvidos tenham tido a intenção de jogar a jovem sem corda durante a atividade.
De acordo com informações repassadas à Polícia Militar, as testemunhas só perceberam que a jovem teria sido lançada sem que a corda principal de segurança estivesse devidamente conectada ao seu equipamento durante a queda.
Veja o momento:
Após o acidente, Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, foram autuados em flagrante por homicídio com dolo eventual.
Equipes de resgate foram acionadas rapidamente, mas a jovem não resistiu aos ferimentos provocados pela queda. O caso segue sob investigação das autoridades.