
Com a chegada do inverno e o retorno da geada e da neblina às estradas do Rio Grande do Sul, cresce o risco de acidentes de trânsito — e muitos motoristas não sabem quais documentos reunir para acionar o seguro do carro. Saber o que apresentar antes de precisar evita dor de cabeça e agiliza a indenização na hora do sinistro.
Vale um esclarecimento importante: o seguro não paga pela geada ou pela neblina em si, mas pelos danos do acidente causado por essas condições, como uma colisão em pista escorregadia ou uma batida por baixa visibilidade. Por isso, a cobertura só vale se a apólice contratada incluir colisão e danos ao próprio veículo — quem tem apenas seguro contra terceiros geralmente não está coberto nesses casos.
Confirmada a cobertura, os documentos básicos para abrir o aviso de sinistro costumam ser:
O passo seguinte é comunicar a seguradora o quanto antes. O aviso de sinistro pode ser feito por aplicativo, telefone ou site da empresa, e é a partir dele que começa a análise. Cada seguradora tem seu próprio prazo e suas próprias exigências, então vale conferir as condições da apólice para não perder o direito à indenização.
Em acidentes com geada ou neblina, registrar o Boletim de Ocorrência é especialmente recomendado. O documento ajuda a comprovar as condições da pista e o horário do ocorrido, informações que costumam pesar na hora de a seguradora avaliar o pedido. No RS, o B.O. pode ser feito presencialmente ou pela delegacia online da Polícia Civil.
Para o motorista gaúcho que pega estrada no inverno, a orientação prática é dupla: redobrar a atenção em trechos de serra e regiões de campo, onde a geada e a neblina são mais frequentes nas primeiras horas da manhã, e manter os documentos do carro sempre em dia. Em caso de acidente, priorize a segurança, sinalize o local, fotografe tudo e só então acione o seguro com calma.
Receba as principais notícias do Rio Grande do Sul em primeira mão.