Terça, 28 de Julho de 2026
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Pequenas trocas no prato podem proteger o coração, aponta a ciência

Pesquisas mostram que pequenas trocas no prato, mantidas com constância, ajudam a proteger o coração e reduzem o risco cardiovascular. Saiba como começar.

Por: Renata Oliveira
15/06/2026 às 22h56
Pequenas trocas no prato podem proteger o coração, aponta a ciência

Não é a dieta radical que protege o coração, mas o conjunto de pequenos hábitos repetidos todos os dias. É o que reforçam pesquisas recentes em nutrição e cardiologia: ajustes graduais na alimentação, quando mantidos com constância, reduzem de forma significativa o risco de doenças cardiovasculares.

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Cortar carboidrato, eliminar gordura e abandonar o açúcar de uma vez é um plano que costuma durar pouco. Mudanças drásticas são difíceis de sustentar, e muita gente volta aos velhos hábitos em poucas semanas. "Quando a alimentação se adapta à rotina, e não o contrário, as mudanças se tornam mais sustentáveis. É a constância, e não o radicalismo, que promove resultados reais ao longo do tempo", explica a nutricionista Adriana Stavro.

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Uma das trocas mais estudadas está na qualidade da gordura. Substituir parte das gorduras saturadas — presentes na manteiga, por exemplo — por gorduras insaturadas, de óleos vegetais, está associado a um coração mais protegido. Um estudo da Universidade Harvard que acompanhou cerca de 120 mil pessoas por até 30 anos concluiu que trocar 5% da energia vinda de gorduras saturadas por poli-insaturadas pode reduzir em até 25% o risco de doença coronária. A recomendação também consta nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

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Para quem já tem colesterol elevado, os fitoesteróis são outro aliado. Esses compostos de origem vegetal competem com o colesterol pela absorção no intestino e ajudam a reduzir o LDL, o chamado colesterol ruim. "Atuam como uma barreira natural contra o excesso de colesterol", resume Adriana Stavro. Eles aparecem em alimentos enriquecidos e em algumas margarinas feitas com óleos vegetais.

Os efeitos se somam quando mais de um hábito muda ao mesmo tempo. Um estudo publicado em 2026 na revista European Journal of Preventive Cardiology, com dados de mais de 50 mil adultos, associou ajustes combinados — como acrescentar porções de vegetais e aumentar aos poucos o tempo de atividade física — a uma redução de até 10% no risco de eventos cardiovasculares graves.

A orientação dos especialistas é começar pequeno: escolher uma ou duas trocas viáveis e mantê-las antes de mirar grandes metas. Vale conversar com um nutricionista ou médico para ajustar as mudanças ao seu caso, sobretudo quem já convive com colesterol alto ou histórico de problemas no coração. No fim, é a repetição diária, e não o esforço pontual, que faz a diferença.

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