Terça, 28 de Julho de 2026
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Massa de ar polar derruba o RS a -5°C e traz geada de segunda a quarta; Serra e Campos no foco do frio

A previsão indica massa de ar polar avançando sobre o Rio Grande do Sul, com temperaturas próximas ou abaixo da média nos próximos dias e risco de geada na serra e no interior.

Por: Renata Oliveira
14/06/2026 às 11h12
Massa de ar polar derruba o RS a -5°C e traz geada de segunda a quarta; Serra e Campos no foco do frio

O Rio Grande do Sul entra na semana mais fria de 2026 até agora. Uma massa de ar polar de forte intensidade avança sobre o estado a partir deste domingo (14) e deve provocar geada e temperaturas negativas entre segunda e quarta-feira, com mínimas que podem chegar a -5°C nos pontos mais altos da Serra e dos Campos de Cima da Serra.

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A virada vem logo após a passagem de uma frente fria e o afastamento de um ciclone extratropical da costa gaúcha. Com o céu abrindo e o ar seco tomando conta das madrugadas, a combinação fica perfeita para a formação de geada ampla — aquela que cobre telhados, para-brisas e lavouras logo nas primeiras horas da manhã.

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Quando o frio aperta de verdade no RS

O ar gelado começa a entrar pela fronteira com o Uruguai ainda no domingo e se espalha rapidamente pelo território gaúcho. Mas é entre segunda, terça e quarta-feira que os termômetros despencam de vez, principalmente nas madrugadas e no início da manhã.

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Segundo a meteorologista Estael Sias, da MetSul, o Sul do Brasil enfrenta agora um período de "frio extremo", com cerca de cinco a seis dias seguidos de temperaturas baixas. A previsão indica geada e marcas negativas nos três estados sulistas no miolo da semana.

O cenário esperado por região é o seguinte:

  1. Campos de Cima da Serra (Vacaria, São José dos Ausentes, Bom Jesus): mínimas entre 0°C e -5°C, com geada forte e generalizada.
  2. Serra Gaúcha (Caxias do Sul, Gramado, Canela, Bento Gonçalves): madrugadas próximas de 0°C a 3°C e geada nas áreas mais baixas e abertas.
  3. Planalto Médio e Norte (Passo Fundo, Carazinho): frio intenso com risco real de geada nas lavouras.
  4. Campanha e Fronteira Oeste (Bagé, Santana do Livramento): mínimas de 3°C a 5°C e geada isolada.
  5. Região Metropolitana (Porto Alegre, Vale do Sinos): mínimas que devem variar entre 6°C e 10°C — frio de verdade para quem vive na capital.

O campo gaúcho de olho na geada

Para quem vive da terra, a palavra da semana é prevenção. Como a soja já foi colhida no RS, o alerta agora se volta para o trigo, as pastagens e a pecuária leiteira. A geada queima a parte aérea das pastagens e reduz a oferta de alimento para o gado justamente no momento em que o frio aumenta a exigência energética dos animais.

Produtores de hortaliças e de fruticultura nas regiões mais altas costumam reforçar a cobertura dos canteiros, irrigar antes do amanhecer e adiantar a colheita do que está pronto. Nas propriedades de leite, garantir abrigo, água e suplementação ao rebanho faz diferença direta na produção dos próximos dias.

Saúde: o frio que pesa sobre os mais vulneráveis

A queda brusca de temperatura também acende o alerta nos postos de saúde. Bebês, idosos e pessoas com doenças respiratórias são os mais afetados pela combinação de ar seco e frio intenso. A recomendação é manter ambientes ventilados durante o dia, agasalhar bem nas madrugadas e redobrar a atenção com quem vive em situação de rua.

Vale também o cuidado nas estradas: a geada deixa o asfalto escorregadio nas primeiras horas da manhã, principalmente em trechos de serra e em pontes, onde o gelo se forma com mais facilidade.

Um frio que veio para ficar alguns dias

Diferente das frentes rápidas, essa massa polar deve se sustentar boa parte da semana antes de perder força. A tendência é de tempo firme e seco, com sol entre as madrugadas geladas — o clássico inverno gaúcho que enche os termômetros de marcas baixas e as redes sociais de fotos de geada.

Se você mora no RS, vale acompanhar a previsão atualizada da sua cidade pelos canais oficiais, como INMET e MetSul, antes de programar viagens, plantio ou atividades ao ar livre nos próximos dias. No frio gaúcho, quem se antecipa sai na frente — e protege o bolso, a lavoura e a saúde da família.