Terça, 28 de Julho de 2026
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Nordeste amplia protagonismo no mercado regulado de apostas e fortalece polo de iGaming

O debate reuniu especialistas do setor para analisar o crescimento da região dentro da indústria de apostas , além do avanço tecnológico, da maturidade regulatória e da geração de novos negócios ligados ao mercado regulado de apostas no Brasil.

Por: Redação Acontece no RS
27/05/2026 às 11h16
Nordeste amplia protagonismo no mercado regulado de apostas e fortalece polo de iGaming
Foto: Reprodução / BiS SiGMA South America

O segundo dia de atividades do evento de apostas  BiS SiGMA South America, realizado em 8 de abril, contou com o painel “O Nordeste na vanguarda como o segundo maior polo econômico no mercado de iGaming”. O debate reuniu especialistas do setor para analisar o crescimento da região dentro da indústria de apostas , além do avanço tecnológico, da maturidade regulatória e da geração de novos negócios ligados ao mercado regulado de apostas no Brasil.

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A mediação ficou sob responsabilidade de Sávio Prado, sócio e secretário da PCV Advogados e ALAE. O painel também teve a participação de Marina Saldanha, Parceira Sênior de Sucesso do Cliente da Sportradar LATAM, Rodrigo Nóbrega Farias, sócio e advogado do Escritório Nóbrega Farias, representado no encontro por Eduardo Maia, além de Ruy Conolly, CTO do Grupo EGB.

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Durante a abertura, Sávio destacou o momento de transformação vivido pela indústria de gaming no Brasil. Segundo ele, o Nordeste deixou de ocupar apenas uma posição secundária no setor e passou a atuar como protagonista dentro do ecossistema nacional de apostas e tecnologia.

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Como o Nordeste se tornou referência no mercado de apostas

Ao longo do painel, os participantes apontaram fatores culturais, tecnológicos e econômicos para explicar o crescimento da região no setor de iGaming. Marina afirmou que o Nordeste possui forte conexão com esportes, entretenimento e apostas, cenário que impulsiona o consumo e aumenta o engajamento das plataformas.

Segundo a executiva da Sportradar LATAM, 26% dos jogadores e apostadores brasileiros estão no Nordeste, enquanto aproximadamente 30% do volume total de apostas do país também vem da região.

Marina explicou que operadores que entendem as características culturais nordestinas conseguem ampliar retenção, engajamento e conversão dentro das plataformas.

“Quando o operador fala a linguagem correta, com o tom certo, com humor e usando os times locais, isso gera conexão genuína”, afirmou.

Ela também ressaltou que o Nordeste não atua apenas como mercado consumidor. Para Marina, a região já funciona como um polo ativo de criação de negócios, exportação de profissionais e desenvolvimento de startups voltadas ao setor de apostas.

Qual o impacto dos polos tecnológicos no crescimento do iGaming

Outro ponto debatido no painel envolveu a força dos polos tecnológicos nordestinos. Ruy destacou que Recife possui um dos ambientes de inovação mais avançados do país, impulsionado pelo Porto Digital e pelo Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco.

Segundo o CTO do Grupo EGB, o avanço tecnológico ajudou empresas nacionais a desenvolver estruturas robustas de pagamentos, auditoria, prevenção a fraudes e monitoramento operacional dentro do ambiente regulado.

Ruy afirmou que o crescimento das plataformas exige controle constante das movimentações financeiras realizadas via Pix, além de auditorias internas capazes de validar milhões de transações diariamente.

“Você tem que entender o fluxo do Pix e ter auditoria diária. Um prejuízo de centavos pode virar milhões do dia para a noite”, alertou.

Além disso, ele explicou que o sucesso das operações não depende apenas da tecnologia. Para o executivo, conhecimento de mercado, suporte ao cliente, compliance e gestão de risco também fazem diferença no crescimento sustentável das empresas de apostas.

Por que a Paraíba virou referência regulatória no setor

Representando Rodrigo Nóbrega Farias no painel, Eduardo Maia apresentou o histórico da LOTEP, loteria estadual da Paraíba criada em 1955. Segundo ele, a maturidade institucional do estado ajudou a consolidar a região como referência dentro do mercado regulado de apostas.

Eduardo explicou que a loteria paraibana nasceu com dois objetivos principais: regulamentar o jogo e gerar contrapartida social para a população.

O advogado afirmou que a Paraíba desenvolveu uma relação histórica com o setor, o que facilitou a adaptação às novas regras nacionais implementadas após a regulamentação das apostas esportivas.

“A Paraíba já possuía um arcabouço regulatório muito bem formado para atender o setor com responsabilidade e transparência”, destacou.

Durante sua participação, Eduardo também lembrou que mais de 200 entidades do terceiro setor recebem apoio financeiro proveniente das operações da loteria estadual.

Como o Nordeste se consolidou como polo econômico do iGaming

Os participantes também destacaram a importância das universidades nordestinas na formação de profissionais especializados em tecnologia, marketing e engenharia aplicada ao setor de gaming.

Eduardo citou Campina Grande como um dos principais centros acadêmicos ligados ao desenvolvimento de softwares para apostas no Brasil. Segundo ele, muitos dos primeiros sistemas utilizados por operadores nacionais surgiram a partir de talentos formados na Universidade Federal de Campina Grande.

Marina reforçou que cidades como Fortaleza, Recife e Salvador vêm ampliando a criação de startups e empresas voltadas ao mercado de apostas.

Já Ruy afirmou que empresas nordestinas passaram a disputar espaço diretamente com grandes operadores internacionais, impulsionadas por investimentos em tecnologia, compliance e integridade esportiva.

O encerramento do painel foi marcado por um discurso de valorização regional. Sávio afirmou que o Nordeste vive um momento de fortalecimento dentro da indústria de iGaming e destacou que a região seguirá ampliando sua participação no setor nos próximos anos.