Segunda, 20 de Setembro de 2021
32°

Muitas nuvens

Teresina - PI

Educação Educação

Parquinhos são usados como meio de inclusão nas escolas

Apesar custo, investimento em infraestutura promove a integração de todos os alunos e contribue para o desenvolvimento

21/07/2021 às 02h10
Por: Redação Acontece no RS Fonte: R7 - Alex Gonçalves, do R7*
Compartilhe:

Escolas começam a usar os parquinhos como um meio de inclusão e a ideia é usar o momento de brincadeira para integrar todos os alunos. Os parquinhos inclusivos estão sendo adotados por instituições de ensino para auxiliar as crianças no processo de construção e desenvolvimento das habilidades.

Os especialistas em educação infantil inclusiva Fernando Toledo Cardoso e Rodrigo Ribeiro dos Santos do Céu Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Água Azul - Prof Paulo Renato Costa Souza, localizada na zona leste de São Paulo, explicam que a inclusão ocorre "quando todas as crianças podem brincar e aprender juntas" e destacam que ainda falta um longo caminho a ser percorrido para que todos tenham a infraestrutura necessária, como os parquinhos, nas escolas.

Número de alunos deficientes por turma desafia escolas particulares

“Para ser inclusivo o parquinho poderá ser utilizado por crianças com e sem deficiência”, destaca Cardoso. “É diferente de parquinho adaptado, onde apenas alguns brinquedos facilitam o acesso, por meio de corrimãos ou rampas de acessibilidade.”

"O parque inclusivo possui acessibilidade para entrada de cadeiras de rodas, assentos especiais para crianças que não sabem andar e haverá instruções em como cada equipamento poderá ser utilizado e para as crianças que possuem deficiência visual os parquinhos também podem conter sinalizações personalizadas", explica Cardoso.

Governo incentiva salas especiais para alunos com deficiências

Rodrigo Ribeiro chama a atenção para o investimento para a aquisição dos parquinhos inclusivos, o que pode justificar o número reduzido nas instituições de ensino. “É preciso incentivo para a aquisição por ser um equipamento diferenciado, isso sem mencionar os espaços físicos das escolas, muitas com mais de 30 anos e com ambientes pequenos, o que inviabiliza a instalação do projeto", diz.

Na prática

O CIEI (Centro Integrado de Educação Infantil) Anjo Gabriel com apoio da prefeitura da cidade de Lucas do Rio Verde (MT), foi a primeira instituição de ensino regular a receber em 2019 os equipamentos de infraestrutura para a instalação do parquinho inclusivo. Com o início da pandemia em 2020 o espaço foi fechado e apenas neste mês de julho com o decreto municipal houve a liberação das atividades em grupo na escola para que os alunos pudessem utilizar o parquinho.

Carlise Pelissari Zacarias de Godoi é coordenadora pedagógica do CIEI Anjo Gabriel e fala das atividades realizadas no parquinho. “As crianças estão amando, existe muita interação e integração entre todos", avalia. "Nós vemos a alegria principalmente dos alunos especiais e isso é inclusão na prática: ver todas as crianças brincarem juntas.”

Para a coordenadora pedagógica, a coletividade faz parte do processo de aprendizagem dos alunos. “É um ato de acolher, de respeito e muita parceria entre eles. Todos querem estarem juntos brincando e participando das atividades”, explica Carlise. “Educação inclusiva não é apenas colocar o aluno em sala de aula. É muito além”, finaliza.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Thiago Calil e Karla Dunder

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Veja também