
A semana será marcada por uma série de movimentos envolvendo a mais recente aliança do mapa eleitoral no Rio Grande do Sul, entre PT, PDT e outros partidos que estavam apoiando a agora extinta pré-candidatura de Edegar Pretto ao Piratini. O primeiro encontro, após a intervenção da cúpula nacional do PT no Estado, entre a pré-candidata trabalhista, Juliana Brizola, e dirigentes e interlocutores deve acontecer até sexta-feira.
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Nesta segunda-feira, às 19h, ocorre a reunião do diretório estadual do PT, para realinhar a rota. As articulações, que envolvem equalizar arestas e acalmar ânimos de lideranças petistas - além da militância, que ficará para um segundo momento - estão sendo acompanhadas com atenção por outros protagonistas da disputa.
Uma das avaliações é a de que o PT não irá apenas agregar, mas também fará com que votos da trabalhista, que não seriam tão consolidados quanto os de Pretto, migrem para outros pré-candidatos, como Gabriel Souza (MDB) e Marcelo Maranata (PSDB). Segundo a análise, serão votos de eleitores antipetistas, insatisfeitos com a parceria. Há ainda a expectativa de que militantes do PT resistam não apenas em se empenhar na campanha de Juliana, mas também, e principalmente, em digitar o 12, já que na majoritária estadual o 13 sairá de cena e da urna.
Este ponto, aliás, é uma das preocupações de lideranças e pré-candidatos proporcionais do PT. Outro elemento que terá alterações na configuração a partir do recuo forçado de Pretto e do apoio a Juliana será a postura de parte dos adversários com a trabalhista. Até aqui, ela vinha quase que em um passeio nos debates e painéis. Agora, passará a ser alvo.
Menos da metade da última eleição
Até agora, são quatro pré-candidatos na disputa pelo Piratini. O número é bem inferior ao registrado em outras eleições recentes. Em 2022, dez candidatos estavam no páreo pelo Executivo. Em 2018, foram oito candidatos na briga pelo governo gaúcho. O número reduzido, entre outros pontos, auxilia na logística de entrevistas e debates, permitindo confrontos mais diretos e aprofundamento das propostas.
Documentos e discurso sob medida
Pré-candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro deixou o Estado, após sua primeira passagem em solo gaúcho, com três documentos reunindo demandas históricas do Rio Grande do Sul. Com um discurso sob medida, Flávio prometeu auxílio e criticou a inércia do governo Lula. “Depois de tudo o que aconteceu em 2024, é preciso mais do que discurso, é necessário apoio concreto. O povo gaúcho não pede favor, pede oportunidade, e pode contar com o nosso compromisso para isso”, disse Flávio.
Agenda dividida entre imersão e atos de rua
Pré-candidato do PSDB ao Piratini, Marcelo Maranata irá dividir as agendas em abril entre imersões nos números e situação do Estado e eventos de contatos na rua, com eleitores. Segundo o coordenador da pré-campanha, Kevin Krieger, de segundas à quintas-feiras o foco serão dados do Estado. Nas sextas-feiras e fins de semana, agendas de rua. Até o dia 4, quando renunciou à prefeitura de Guaíba, Maranata também vinha dividindo os compromissos de gestor com os de pré-candidato. Zeca Honorato será o marqueteiro da campanha.
Apartes