
O governador Eduardo Leite atualizou, nesta quarta-feira, as ações do Plano Rio Grande, criado para a recuperação do Estado após as enchentes de 2024. Um dos principais anúncios foi a destinação de R$ 15,7 milhões para a aquisição de equipamentos e o reforço da Defesa Civil em 73 municípios prioritários entre os que decretaram estado de calamidade pública naquele ano.
Cada prefeitura contemplada receberá um conjunto operacional composto por uma caminhonete pick-up leve, um gerador de energia de 10 kVA e quatro rádios transceptores multibanda, com capacidade de interoperabilidade. O projeto também inclui a aquisição de outros 50 rádios transceptores, que formarão a reserva técnica da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, permitindo uso imediato em localidades atingidas ou em risco.
Leite também anunciou que enviará à Assembleia Legislativa, nos próximos dias, uma proposta para a criação da Secretaria Estadual de Proteção e Defesa Civil. Atualmente, a gestão integrada de riscos e desastres no Estado é de responsabilidade da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, vinculada à Casa Militar do Gabinete do Governador. Segundo o governo, a elevação à condição de secretaria permitirá maior autonomia administrativa e orçamentária, além de ampliar a capacidade de planejamento e coordenação.
“Vamos dar um passo adicional na qualificação dessa interlocução da Defesa Civil com os municípios e na gestão do órgão estadual. Entendemos que podemos dar esse passo agora porque estruturamos a Defesa Civil”, afirmou o governador.
Durante a apresentação, também foi assinada a contratação do projeto e da execução da obra para a construção do Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres (Cegird), estrutura responsável por coordenar as ações de Proteção e Defesa Civil no âmbito estadual. O local irá monitorar, em tempo real, ocorrências e incidentes decorrentes de situações de emergência associadas a eventos extremos, permitindo uma resposta mais rápida e eficaz. A estrutura será instalada no prédio da antiga CEEE, na Avenida Ipiranga, em Porto Alegre, que já foi base do órgão durante as inundações de 2024. O investimento previsto para o Cegird é de R$ 70 milhões, e a estimativa é de conclusão em até 12 meses após a ordem de início dos trabalhos.