Sábado, 14 de Março de 2026
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“Extrema coragem”, diz delegado sobre ação de inspetor em resgate no 12º andar de prédio na zona Sul de Porto Alegre

Guilherme Moraes Machado, da 2ª DHPP, atuou junto a policiais penais.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
04/03/2026 às 14h08
“Extrema coragem”, diz delegado sobre ação de inspetor em resgate no 12º andar de prédio na zona Sul de Porto Alegre
Inspetor da Polícia Civil e policiais penais resgatam mulher em Porto Alegre Foto : Arquivo Pessoal / CP

O inspetor da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Guilherme Moraes Machado, estava de férias quando resgatou a moradora do 12º andar de um prédio no bairro Teresópolis, na zona Sul de Porto Alegre, nessa segunda-feira. Junto a dois policiais penais, o agente retirou a mulher da janela do edifício em meio a surto psicótico. A vítima, que tem 55 anos e atua como procuradora, passa bem.

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A ocorrência começou por volta das 13h30min, quando Machado ouviu gritos de socorro no prédio em frente ao seu. Ele uniu esforços com Everton Muniz de Lima e Grasiele Costa Schmaltz, diretor e administradora do Patronato Lima Drummond, arrombando a porta do local rumo ao resgate.

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O imóvel estava trancado, mas os três entraram no apartamento ao lado, onde podiam avistar a vítima sentada na janela. Everton Muniz caminhou sobre aparelhos de ar condicionado até agarrar a moradora, caindo em um cômodo.

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Machado entrou no recinto após arrebentar três fechaduras da porta, tentando conter a moradora durante quase meia hora. Ao lado de um vizinho que luta jiu-jitsu, o policial civil conseguiu imobilizar a vítima. Ela deixou o local atada por socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo depois internada em uma instituição psiquiátrica.

O titular da DHPP de Viamão, Rafael Nave, que estava como plantonista na data dos fatos, exalta a atitude do inspetor. “Foi um ato de extrema coragem. A mulher estava em surto, com força descomunal. O Machado impediu que ela retornasse para a janela, correndo riscos de despencar de um prédio de 12 andares”, afirma o delegado.

De acordo com o inspetor da 2ª DHPP, a moradora alucinava perseguição. “Pensei que houvesse outra pessoa no apartamento e que a vítima pudesse estar sendo ameaçada, mas outros moradores disseram que ela estava em surto, com mania perseguição. Não pensei duas vezes, pois estávamos em corrida contra o tempo. Meu único objetivo era salvar aquela vida”, diz Guilherme Machado.