
Com a escalada no número de feminicídios registrados neste ano, foram 19 até o momento, a Assembleia Legislativa decidiu ontem que pretende fazer uma ação para analisar e votar os projetos. A deputada Bruna Rodrigues (PCdoB), que também é procuradora da mulher no Legislativo, reuniu 61 propostas que tratam do assunto e encontram-se em diferentes estágios.
O volume de projetos reflete, entre outras questões, uma preocupação crescente do parlamento gaúcho com a segurança e o suporte às vítimas de abusos domésticos e feminicídio.
O interesse pelo tema deu um salto significativo nos últimos anos. Enquanto o período entre 2019 e 2021 registrou um total de apenas cinco propostas, a partir de 2023 houve uma aceleração notável. O ano de 2025 lidera com 23 projetos apresentados, seguido por 2023 (14 projetos) e 2024 (11 projetos). Até o momento, o ano de 2026 já conta com 8 novas iniciativas.
As medidas propostas pelos parlamentares atuam em diferentes frentes simultâneas. Entre as principais estão:
Entre as propostas, ao menos três focam especificamente na reeducação de agressores e em ações preventivas voltadas ao público masculino:
As medidas buscam atuar na origem do problema, tentando interromper o ciclo da violência por meio da reeducação e do suporte psicológico aos homens.
As deputadas são as responsáveis pelo maior volume dos textos propostos. A deputada Bruna Rodrigues (PCdoB) lidera o ranking com 9 proposições. Ela é seguida por Gustavo Victorino (Republicanos) e Luciana Genro (PSol), ambos com 7 projetos cada, e pela deputada Adriana Lara (PL), que assina 6 iniciativas.
Veja a lista completa dos projetos