Terça, 28 de Julho de 2026
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BMB: O que se sabe sobre empresa suspeita de causar prejuízos com pirâmide financeira no interior de SP

Polícia Civil investiga crime contra a economia popular após fechamento de escritórios em cidades da região de Ribeirão Preto. Mais de 100 pessoas alegam ter sido atraídas por promessas de lucro fácil com avaliações de hotéis e pontos turísticos.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: G1
19/02/2026 às 09h41
BMB: O que se sabe sobre empresa suspeita de causar prejuízos com pirâmide financeira no interior de SP
Escritório da BMB, investigada por esquema de pirâmide financeira em cidades da região de Ribeirão Preto (SP). — Foto: Reprodução/EPTV

Polícia Civil investiga crime contra a economia popular após fechamento de escritórios em cidades da região de Ribeirão Preto. Mais de 100 pessoas alegam ter sido atraídas por promessas de lucro fácil com avaliações de hotéis e pontos turísticos.

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Prejuízos, frustração e sensação de impunidade resumem a situação vivida por moradores da região de Ribeirão Preto (SP) desde o fechamento de escritórios da BMB, uma empresa de publicidade suspeita de praticar golpes por meio de um esquema de pirâmide financeira.

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O negócio, que prometia renda extra online por meio da avaliação de hotéis e pontos turísticos, chegou a ter sedes em cidades como Monte Alto (SP) e Jaboticabal (SP), onde passa de 100 o número de pessoas que procuraram as autoridades para prestar queixa.

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A Polícia Civil instaurou um inquérito não só para identificar os responsáveis, como para entender a extensão do golpe, já que existe a suspeita de que a empresa atuou em diferentes cidades.

"Pode ter ou não um caráter de transnacionalidade, pessoas de fora do país, empresas em outros estados. A gente vai avaliar essa questão também da interestatalidade, da internacionalidade das condutas para ver também se é atribuição da Polícia Federal", afirma o delegado Marcelo Lorenço dos Santos.

Veja, abaixo, o que se sabe sobre o esquema de pirâmide financeira:

O que é a pirâmide financeira?

Considerada ilegal, a pirâmide financeira não se sustenta pela venda de produtos e serviços, mas sim pela entrada constante de novos membros, mediante o pagamento de comissões, que sustentam as camadas superiores dessa estrutura - que falha quando esses pagamentos deixam de acontecer.

Segundo o delegado Marcelo Lorenço dos Santos, a prática, também chamada de "pichardismo", está prevista na lei 1.521, de 1951.

"O tipo penal diz o seguinte: obter ou tentar obter vantagem em lista em detrimento de um número indeterminado de pessoas ou em detrimento dessas pessoas, utilizando de processos fraudulentos ou especulação", explica.

Onde o golpe foi aplicado?

Até o momento, há registros de vítimas em Monte Alto (SP) e Jaboticabal (SP). Em Monte Alto, a empresa operou por cerca de três meses com um escritório no Centro da cidade. Em Jaboticabal, a loja física funcionou até 2025. A polícia também investiga se a empresa atuou em outras cidades e estados.

Como o golpe funcionava na prática?

A BMB prometia lucros por meio da avaliação de hotéis e pontos turísticos pelo mundo. Nas redes sociais, a companhia afirmava ser parceira de um grande grupo internacional de viagens para atrair interessados. No entanto, para começar a trabalhar, o interessado precisava pagar comissões.

O sistema prometia ganhos que subiam de acordo com o cargo atingido, que poderiam chegar a R$ 250 mil por mês na função de gerente.
No final, pouco antes de fechar os escritórios, as vítimas relatam que a empresa passou a exigir depósitos para autenticação e fotos de documentos pessoais, impedindo os saques.

Qual o prejuízo das vítimas?

Ainda não se sabe o valor total do prejuízo, mas os entrevistados pela reportagem disseram ter perdido entre R$ 2 mil e R$ 15 mil. Uma das vítimas afirmou que outras pessoas usaram economias, fizeram empréstimos e até venderam veículos para entrar no negócio.

Como estão as investigações sobre o caso?

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o crime contra a economia popular.

O delegado Marcelo Lourenço dos Santos, de Monte Alto, afirmou que a investigação está em fase inicial, com depoimentos sendo colhidos e análise de documentos.

As autoridades buscam identificar quem iniciou o modelo de negócio e como as pessoas foram atraídas. Eventuais bloqueios de bens dependem do avanço das investigações.

O que os suspeitos disseram?

Os responsáveis pela BMB não foram localizados. Após o encerramento das atividades e o fechamento das portas dos escritórios físicos, nenhum representante foi encontrado para prestar esclarecimentos às vítimas ou às autoridades.