
Na chamada capital catarinense do Carnaval, o ritmo não vem apenas dos surdos, caixas e tamborins. Ele pulsa também nas arquibancadas. Foi neste cenário que o hamburguense Cassinho Silva iniciou uma verdadeira maratona carnavalesca, comandando a bateria da Escola de Samba Soweto, na abertura dos desfiles em Joaçaba. Mestre de bateria há dez anos, o mestre de bateria construiu seu espaço com disciplina, organização e liderança.
Convidada, a Soweto não disputou nenhum título, mas levou à avenida XV de Novembro um espetáculo leve e vibrante. Livre da tensão da competição, a escola brincou e dançou com o público. A cada virada de ritmo, a arquibancada acompanhava. Era mais do que um desfile. Era uma celebração coletiva.
"A bateria é o coração da escola. Por isso, queremos o público na mesma batida, para pulsar junto", afirmou. Nas palavras do mestre, o que mais impressiona é justamente o envolvimento da cidade. "Espero que tenhamos correspondido à expectativa dessa cidade acolhedora."
Enquanto a Soweto desfilou como convidada, três escolas brigam pelo título deste ano. Acadêmicos do Grande Vale, Unidos do Herval e Vale Samba. Para Cassinho, porém, a agenda não dá trégua. Assim que deixou a dispersão, ele e os demais integrantes seguiram viagem de volta para casa. A maratona segue intensa.
Ao todo, são seis agremiações sob seu comando nesta temporada. Além da participação em Joaçaba, ele atua como mestre de bateria na Estação Primeira de São Léo (São Leopoldo), Asas da Liberdade (Estância Velha), Cruzeiro do Sul (Novo Hamburgo), Nenê da Harmonia (Canoas) e no bloco Brinco de Princesa, em Esteio.
Ao longo da carreira, o mestre vestiu diferentes camisas e acumulou conquistas expressivas. Em 2025, levantou o título em São Leopoldo com a Estação Primeira, reforçando o reconhecimento pelo trabalho técnico e pela capacidade de extrair o melhor de cada ritmista.