Quinta, 30 de Julho de 2026
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Fluxo de pessoas cresce nas praias e guarda-vidas reforçam medidas para evitar afogamentos

Banho de mar deve ser feito sempre próximo às guaritas.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
13/02/2026 às 10h34
Fluxo de pessoas cresce nas praias e guarda-vidas reforçam medidas para evitar afogamentos
Repuxos, buracos e águas-vivas estão entre as principais ameaças à segurança no mar Foto : Fabiano do Amaral

Ele é um dos grandes atrativos do litoral do Rio Grande do Sul. O banho de mar atrai milhares de veranistas às praias do Estado todos os anos. Nem mesmo o famoso “chocolatão” em alguns períodos do verão é capaz de intimidar os banhistas, que aproveitam para se refrescar na água. Mas, embora relaxante, a experiência também pode ser perigosa.

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Somente nesta Operação Verão já foram registradas pelo menos 38 mortes por afogamento, sendo 33 nas chamadas águas abertas (rios e lagoas) e cinco no mar. Apenas uma delas ocorreu em área monitorada pelos guarda-vidas do Corpo de Bombeiros Militar. No Litoral Norte, o serviço está disponível em 196 guaritas espalhadas por todas as praias. Na região, cerca de 800 homens e mulheres atuam na Operação Verão 2025/2026, entre guarda-vidas militares e civis, além de efetivo administrativo e de reforço operacional.

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O coordenador administrativo da 9ª Operação Verão, tenente-coronel Vinicius Lang, afirma que neste ano houve aumento significativo da população no litoral em relação a verões anteriores, o que amplia a demanda de trabalho dos guarda-vidas.

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“As principais praias com alto número de ocorrências são as que têm mais movimento, como Torres, Tramandaí e Capão da Canoa. Elas acabam liderando, tendo em vista o acúmulo de pessoas. Esse incremento populacional ocorre ao longo da semana, não só nos fins de semana, como acontece na maioria dos balneários. O guarda-vidas orienta por meio do silvo do apito e da bandeira, que demarca o local inseguro, onde há correntes de retorno”, explica.

Coordenador administrativo da 9ª Operação Verão, tenente-coronel Vinicius Lang, afirma que neste ano houve aumento significativo da população no litoral | Foto: Fabiano do Amaral

Diante do aumento no fluxo de pessoas, o coordenador reforça medidas para evitar afogamentos. “A prevenção nada mais é do que orientar o banhista a entrar no mar em um local seguro, protegido pelo serviço do Corpo de Bombeiros, entre as guaritas. Indicamos que, ao chegar à praia, a pessoa procure um ponto onde haja bandeira sinalizando as condições do mar, próximo à guarita do guarda-vidas. Ali, o profissional consegue fazer a proteção em cerca de 150 metros para cada lado, que é o ambiente considerado seguro”, orienta.

A boa intenção dos guarda-vidas, porém, nem sempre é bem recebida pelos banhistas. Lang afirma que houve 400 mil alertas preventivos somente neste verão. “São 400 mil afogamentos que a gente acaba evitando ao dizer para o banhista: ‘vem mais para cá’, ‘sai dessa zona insegura’, ‘fica aqui na parte onde podemos protegê-lo’”, afirma.

Ele ressalta que é preciso fortalecer a cultura de prevenção também na beira da praia.

“Via de regra, as pessoas saem de casa e vão direto para a praia, instalam sua cadeira e seu guarda-sol e não se preocupam se há um posto de salvamento aquático devidamente instalado, fazendo a proteção. Isso é o que precisamos mudar. A pessoa tem que chegar à praia e procurar esse serviço. Muitas vezes, o pessoal vem de longe, percorre 300 ou 400 quilômetros para chegar ao litoral e não caminha 50 ou 100 metros em direção a uma guarita com o serviço do Corpo de Bombeiros instalado”, recomenda.

A maior incidência de afogamentos neste verão foi registrada em rios e lagoas. Nesses ambientes, a área coberta pelos guarda-vidas é menor. Por isso, a orientação é evitar o banho em locais não monitorados.

“Principalmente evitar saltos, pois pode haver lesão na cabeça, o que pode trazer complicações e até levar ao afogamento. Caso a pessoa utilize materiais flutuadores, é importante que sejam certificados pelo Inmetro e, de preferência, de espuma rígida, não infláveis, pois podem ser perfurados ao entrar em contato com arame ou galhos. É preciso que o equipamento realmente ofereça segurança e sustentação”, alerta.

Lang também orienta que crianças sejam mantidas sempre próximas, a no máximo um braço de distância, para que seja possível agir rapidamente em caso de necessidade de socorro.