
Para tentar cumprir a promessa de ter um time muito forte durante os três anos da sua gestão, o presidente Odorico Roman abriu os cofres logo na primeira janela de transferências. Além de trazer Luís Castro, um treinador de maior renome no mercado, o Grêmio gastou mais de R$ 100 milhões em quatro contratações neste início de ano − o goleiro Weverton e o lateral-esquerdo Caio Paulista chegaram sem custos à Arena.
O primeiro reforço de maior impacto financeiro foi Tetê. Comprado do Panathinaikos, o meia-atacante, formado pelo Tricolor, custou cerca de 6,2 milhões de euros (R$ 38,8 milhões, na cotação atual). Com essas cifras, ele se tornou, por pouco tempo, o jogador mais caro da história do clube gaúcho.
A ambição de Odorico e seus pares do departamento de futebol não parou por aí e, menos de um mês depois, outro atleta viria a tomar o posto de contratação mais cara do Grêmio. Em negociação que teve como uma das lideranças o executivo Paulo Pelaipe, o Tricolor trouxe o volante Juan Nardoni, do Racing. Para contratá-lo, os gaúchos vão desembolsar 8 milhões de dólares (R$ 41,6 milhões, na cotação atual). O valor pode ser acrescido em 2 milhões de dólares (R$ 10,4 milhões) caso o jogador atinja metas estipuladas no contrato.
Além do meia-atacante brasileiro e do volante argentino, o Grêmio gastou cifras importantes em mais dois atletas sul-americanos. Primeiro, o clube buscou o colombiano José Enamorado no Junior Barranquilla, em uma transação de 3 milhões de dólares (R$ 15,6 milhões, na cotação atual). Por último, foi a vez do argentino Leonel Pérez, contratado do Huracán por 2,8 milhões de dólares (R$ 14,5 milhões, na cotação atual).
Com R$ 110,5 milhões já comprometidos, que serão pagos ao longo dos três anos de gestão, o Grêmio não pretende fazer mais nenhum grande investimento até o dia 3 de março, que é quando fecha a janela de transferências. A ideia da direção tricolor é trazer novos reforços somente caso apareçam oportunidades de mercado.