Terça, 28 de Julho de 2026
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Caso em Barros Cassal: Justiça relaxa prisão e determina investigação de policiais por suposto abuso de autoridade

Mulher teve prisão relaxada em audiência de custódia após a defesa alegar legítima defesa e denunciar agressões. Juiz concedeu medidas protetivas em favor da assistida e determinou apuração de conduta dos agentes.

Por: Redação Acontece no RS
07/02/2026 às 12h11
Caso em Barros Cassal: Justiça relaxa prisão e determina investigação de policiais por suposto abuso de autoridade

Uma mulher de 35 anos foi presa na madrugada desta sexta-feira (6) por lesão corporal no âmbito da violência doméstica, em Barros Cassal, na região central do Rio Grande do Sul. A ocorrência foi registrada por volta das 0h30, na área externa do quartel da Brigada Militar.

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Segundo informações iniciais da Polícia Civil, a suspeita não teria aceitado o término do relacionamento e teria agredido o ex-companheiro, que é policial militar, com socos, chutes, mordidas e um espeto. Um segundo policial que tentou conter a agressora também teria sido atacado.

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Defesa contesta versão e denuncia abusos

No entanto, em nota de esclarecimento divulgada nesta sexta-feira, o advogado Fábio Borges da Silva (OAB/RS 107.537), que representa a mulher, contestou a versão inicial dos fatos. Segundo a defesa, a assistida agiu em legítima defesa contra agressões físicas previamente sofridas e foi vítima de uso desproporcional de força por parte dos dois policiais militares.

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A defesa alega ainda que a mulher foi submetida a tratamento "desumano e degradante", permanecendo algemada por tempo excessivo e sem apresentação imediata à autoridade policial competente. Conforme o documento, ela também teria sido exposta a situação vexatória de desnudamento parcial, sem assistência de policial feminina.

Justiça relaxa prisão e concede medidas protetivas

Em audiência de custódia realizada perante a Vara Criminal da Comarca de Soledade, o juiz de direito, após pedido da defesa e com parecer favorável do Ministério Público, reconheceu a ilegalidade da prisão e determinou o relaxamento imediato.

Além disso, o magistrado concedeu medidas protetivas de urgência em favor da mulher, proibindo que os referidos policiais se aproximem dela ou mantenham qualquer tipo de contato, sob pena de decretação de suas prisões cautelares.

Determinação de investigação

A decisão judicial também determinou a remessa de ofícios à Corregedoria-Geral da Brigada Militar, ao Comando Militar responsável, à Defensoria Pública e à Comissão Estadual de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do RS para apuração de possível abuso de autoridade e excesso de força por parte dos agentes públicos envolvidos.

O caso segue em investigação, e a instrução processual deverá esclarecer a integralidade dos fatos. A reportagem permanece acompanhando os desdobramentos.