
O Brasil entrou em estado de atenção redonda nesta semana. O segundo episódio da ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul) já começou a atuar e promete uma sequência de quatro dias de chuvas extremas.
O alerta é máximo para o Sudeste, onde os acumulados podem atingir a impressionante marca de 400 mm até o próximo sábado (24), trazendo riscos reais de alagamentos, inundações e deslizamentos de terra.
Embora o fenômeno atinja uma faixa ampla que vai do Norte ao Sudeste, o “coração” da tempestade está concentrado em cinco estados específicos. Segundo o modelo meteorológico ECMWF, utilizado pela Meteored, o índice de previsão extrema (EFI) aponta que, entre terça (20) e quarta-feira (21), as áreas com maior potencial de transtornos são:
Nestas regiões, a chuva não será apenas passageira. Ela deve ocorrer de forma intermitente ao longo de todo o dia, variando entre intensidade fraca e forte, com suporte de umidade vindo tanto da Amazônia quanto do Oceano Atlântico, que está com águas mais quentes que o normal.
A ZCAS é o principal sistema responsável pelas chuvas no período de verão no Brasil central. Imagine um “corredor de umidade” que liga a floresta amazônica ao Sudeste.
Para se formar, ela precisa de uma combinação específica de fenômenos que mantêm a instabilidade estacionada sobre uma mesma região por, pelo menos, quatro dias seguidos.
O mapa mostra a conexão entre a Amazônia e o Sudeste, formando a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS)Foto: Flávio Tin/Arquivo/ND MaisÉ justamente essa persistência que preocupa as autoridades. Quando chove muito sobre um solo já encharcado, o risco de enxurradas e deslizamentos aumenta drasticamente.
Apesar dos riscos óbvios e do medo que grandes volumes de água trazem, a ZCAS é um “mal necessário” para o equilíbrio do país. É ela quem garante:
Nota de segurança: embora o fenômeno seja vital para a natureza, os danos humanos podem ser evitados. Especialistas reforçam que o planejamento urbano e o respeito aos alertas precoces são as melhores ferramentas para proteger vidas enquanto as cidades se adaptam a esses eventos extremos.
Como está o tempo na sua cidade agora? Fique atento aos comunicados da Defesa Civil local e evite áreas de risco durante os períodos de chuva forte.