
A atriz Titina Medeiros morreu neste domingo (11). Aos 48 anos, ela não resistiu a complicações de um câncer no pâncreas. Segundo informações do G1, a artista vinha enfrentando o tratamento há cerca de seis meses.
Titina estava no Rio Grande do Norte, seu estado natal, onde recebia cuidados médicos, mas infelizmente o quadro se agravou de maneira irreversível.
Nascida Izabel Cristina em Currais Novos e criada na vizinha Acari, no Seridó Potiguar, Titina era artista de alma e ofício. Muito antes da fama nacional, ela já gastava a sola do sapato nos palcos do Nordeste. Desde o início dos anos 90, se jogou no teatro de grupo, fez cinema experimental e até cantou em bandas, construindo uma base sólida de interpretação.
Foi em 2012 que o Brasil descobriu o talento de Titina. Ela estreou nas novelas já com o pé na porta em Cheias de Charme. Na pele de Socorro, a fiel escudeira da vilã Chayene (Cláudia Abreu), ela conquistou o público com seu jeito atrapalhado. A personagem virou uma das queridinhas da comédia que marcou época na TV.
Depois do estouro, ela virou figura carimbada na Globo e no streaming. Participou de Geração Brasil, A Lei do Amor e mostrou sua veia cômica em séries de canais pagos, como Os Roni e a aclamada Cangaço Novo, do Prime Video. Titina transitava entre o drama e a comédia com a mesma naturalidade.
Seu último trabalho na televisão foi a personagem Nivalda. A perua interesseira e divertida fez sucesso em Mar do Sertão e retornou em No Rancho Fundo.
Além do legado na arte, ela deixa o marido, o ator César Ferrario. Eles eram casados há 20 anos e tiveram a oportunidade de dividir a cena algumas vezes, inclusive no sucesso Cheias de Charme. O casal era uma referência cultural no Rio Grande do Norte.