Quarta, 05 de Agosto de 2026
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Fapespa e Unifesspa discutem Rede de Bieconomia no cenário da COP 30

Por meio dessa parceria, as duas instituições visam contribuir com os debates da conferência mundial sobre o clima, que ocorrerá em Belém

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Secom Pará
28/06/2025 às 19h10
Fapespa e Unifesspa discutem Rede de Bieconomia no cenário da COP 30
Foto: Divulgação

Representantes da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) estiveram reunidos para discutir o andamento e os próximos passos do Projeto Rede Pará de Contas Regionais e Bioeconomia. A iniciativa, desenvolvida a partir de uma parceria entre Fapespa e a Uniffespa, é voltada à contribuição estratégica do Pará à COP 30 (conferência mundial sobre mudanças climáticas), por meio da valorização da bioeconomia amazônica.

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Os gestores buscaram alinhar dados levantados pela Rede Pará sobre as cadeias produtivas regionais, com destaque para as vinculadas à bioeconomia, além de definir critérios de seleção das cadeias produtivas que serão priorizadas nos próximos relatórios executivos. Os representantes também avaliaram perspectivas socioeconômicas e ambientais para apoiar tomadas de decisão públicas e privadas.

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A diretora de Estatística, Tecnologia e Gestão de Informação da Fapespa, Atyliana Dias, ressalta que “o principal objetivo da reunião é alinhar os dados já levantados com as demandas estratégicas da COP 30, na qual o Pará terá papel de destaque como anfitrião da agenda climática global. A Fapespa não é apenas uma financiadora de pesquisa. Ela atua como braço técnico do Estado na produção de informações que subsidiam políticas públicas e decisões estratégicas, como no caso da COP 30, buscando evidenciar o papel do Pará na agenda de bioeconomia, desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas. Essa reunião com a Unifesspa foi essencial para garantir a qualidade técnica, coerência analítica e relevância política dos dados produzidos pela Rede Pará de Contas Regionais”.

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Prioridades- A parceria visa consolidar dados que apoiem escolhas fundamentadas sobre quais cadeias produtivas devem ser priorizadas nos relatórios executivos da Rede Pará e, consequentemente, apresentadas na COP 30. O alinhamento entre Fapespa e Unifesspa deve indicar quais cadeias têm maior impacto socioeconômico, viabilidade de expansão sustentável e relevância ambiental, como o açaí, castanha-do-pará, cacau nativo e óleos vegetais.

A bioeconomia, como alternativa viável de desenvolvimento, deve ser um eixo central. A parceria também visa garantir que os relatórios oriundos do Projeto Rede Pará estejam alinhados com essa diretriz, e forneçam subsídios técnicos e narrativas estratégicas para destacar o potencial da região amazônica.

Entre os encaminhamentos esperados pela Fundação para a Universidade estão a seleção das cadeias produtivas prioritárias para apresentação na COP 30; definição do cronograma de entrega do relatório executivo; planejamento de estratégias de comunicação e disseminação dos dados e propostas de políticas públicas baseadas em evidências regionais.

“A COP 30 é uma vitrine global. A Fapespa pretende garantir que, o que for apresentado, represente o potencial real e sustentável do Estado, especialmente com foco na bioeconomia amazônica. Portanto, é essencial que os dados coletados e sistematizados estejam em consonância com os objetivos políticos e ambientais do Pará, e com as diretrizes internacionais sobre mudanças climáticas e bioeconomia”, ressalta a diretora Atyliana Dias.

Objetivos- A Rede Pará de Contas Regionais e Bioeconomia se destina a estimar o tamanho da bioeconomia paraense. A Unifesspa é uma das instituições parceiras dessa iniciativa, junto com a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e Universidade Federal do Pará (UFPA).

O projeto busca promover o desenvolvimento sustentável na Amazônia, envolvendo pesquisadores das instituições no processo de mensuração da bioeconomia no Estado, identificando seu funcionamento como produtora e demandadora de insumos. O estudo também inclui a avaliação dos desdobramentos da renda gerada pela bioeconomia, e de seu impacto no desenvolvimento econômico e social da região.

Texto: Alice Mendonça, estagiária, com supervisão de Manuela Oliveira - Ascom/Fapespa