Quarta, 05 de Agosto de 2026
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Sergipe produz repolho irrigado do centro-sul ao alto sertão

Vegetal tem boa demanda de mercado e funciona como opção de rotação de cultura que ajuda na saúde do solo

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Secom Sergipe
28/06/2025 às 12h25
Sergipe produz repolho irrigado do centro-sul ao alto sertão
Em Canindé, produtor irrigante está obtendo sucesso ao produzir repolho na irrigação fornecida pelo Governo do Estado // Foto: Fernando Augusto (Ascom Coderse)

Aliados ao uso de tecnologia de irrigação e assistência técnica, agricultores de Canindé de São Francisco, no alto sertão sergipano, estão conseguindo produzir repolho no clima semiárido. A hortaliça se desenvolve melhor no clima frio e já chamava atenção quando era plantada, há alguns anos, na irrigação pública do centro-sul e no agreste do estado, onde o clima é mais úmido. São produtores de repolho atendidos pelo Governo do Estado em perímetros irrigados que produziram quase 74 toneladas, em 2024.

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Em 2025, no perímetro Califórnia, administrado pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), em Canindé, o repolho foi plantado em abril e dependia unicamente da irrigação. Perto de sua colheita, no fim de junho, já era influenciado pela diminuição da temperatura do período chuvoso. Já no perímetro Piauí, em Lagarto, neste ano, a safra do repolho começou ainda mais cedo, com o plantio em março, para ser colhido em maio e com um aproveitamento ainda menor do período de frio, em Sergipe. 

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Segundo o gerente do Piauí, Gildo Almeida, mesmo em dias de chuva, as bombas do perímetro irrigado voltam à funcionar em casos especiais, como o do repolho. “A gente fica atento, para oferecer a irrigação através da Coderse e dar o suporte que eles precisam, como parte do acompanhamento técnico. Pela estação meteorológica, lá no perímetro, sabemos, todos os dias, quantos milímetros choveu. Se for pouco e como o repolho requer mais água, a gente sempre fica em comunicação com o produtor e faz, da melhor forma, um abastecimento de água extra”, explica.

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Califórnia, Piauí e Jacarecica I, em Itabaiana, no agreste sergipano, foram os três perímetros irrigados estaduais que produziram quase 74 toneladas de repolho, durante o ano de 2024. Eles fazem parte do conjunto de sete unidades em que a Coderse – vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) – incentiva a agricultura irrigada no estado, oferecendo infraestrutura de armazenamento e distribuição de água bruta. 

Para o diretor de Irrigação da Coderse, Júlio Leite, o repolho é mais uma opção de produto da irrigação pública no mercado, para o produtor não ficar atrelado à insegurança da monocultura.  “O produtor tem mais segurança financeira, se sua renda vier da produção e comercialização de uma diversidade de produtos. Se ele oferecer só um produto, ele assume o risco de uma queda no valor de mercado e pode até ter prejuízo. Por isso a Coderse sugere variar a produção, com assistência técnica, estudo de mercado e principalmente, a água, para irrigar o ano todo”, analisa.

Manejo e comercialização

O produtor Genilson Cardoso, conhecido como Genilson do Quiabo, investe, pelo segundo ano, com sucesso, na produção de repolho, em Canindé, por ser uma planta de ciclo rápido para a rotação de culturas agrícolas. “Tem que mudar de cultura e eu optei pelo repolho, que, em 90 dias, já colhemos e plantamos outra cultura porque, se plantar só o repolho, a terra vai ficando fraca. Aqui eu já plantei tomate, milho, quiabo e agora repolho”, conta o irrigante do Perímetro Califórnia.

Genilson conta que não teve dificuldade com pragas e doenças no repolho, cultivado em Canindé. A comercialização da safra de 2025, com quase um hectare plantado, já estava negociada antes da colheita e desta vez atendeu a demanda do próprio estado. “Essa aqui vai para Itabaiana, mas eu já mandei para Recife, Caruaru, Salvador, Maceió e Aracaju. Foram dois caminhões de repolho”, destaca.

O produtor irrigante aconselha aos outros produtores rurais o plantio do repolho. “Se você quiser plantar, é uma cultura fácil de vender. Eu gosto de plantar, todo ano eu planto, mas tem que plantar no tempo frio porque, no verão, é difícil de tirar ele. No tempo de inverno é bom, ele não adoece muito”, aconselha.

Assistência técnica e irrigação

Mesmo experiente para plantar, Genilson do Quiabo tem o auxílio dos técnicos agrícolas da Coderse. “Eles sempre dão uma dica. A gente vai na prática e vai pedindo para eles, como é que a gente vai fazer para sair melhor. Nós não estudamos para isso, só sabemos mexer com a terra. Mas a importância da irrigação é tudo, a gente sobrevive dessa irrigação. Se não tiver irrigação aqui, o ‘cabra’ não tem emprego. Quem é agricultor tem que ter irrigação, para manter a família e manter os trabalhadores, também. Todo o tempo a gente tem roça aqui. É tirando uma roça e já plantando outra”, completa.

Foto: Fernando Augusto (Ascom Coderse)
Foto: Fernando Augusto (Ascom Coderse)
Foto: Fernando Augusto (Ascom Coderse)
Foto: Fernando Augusto (Ascom Coderse)
Irrigante Luiz Genilson Cardoso incentiva o cultivo do repolho no perímetro Califórnia // Foto: Fernando Augusto (Ascom Coderse)
Irrigante Luiz Genilson Cardoso incentiva o cultivo do repolho no perímetro Califórnia // Foto: Fernando Augusto (Ascom Coderse)
Diretor de Irrigação, Júlio Leite // Foto: Fernando Augusto (Ascom Coderse)
Diretor de Irrigação, Júlio Leite // Foto: Fernando Augusto (Ascom Coderse)
Gerente do Perímetro Irrigado Piauí, em Lagarto, Gildo Almeida // Foto: Fernando Augusto (Ascom Coderse)
Gerente do Perímetro Irrigado Piauí, em Lagarto, Gildo Almeida // Foto: Fernando Augusto (Ascom Coderse)
Foto: Fernando Augusto (Ascom Coderse)
Foto: Fernando Augusto (Ascom Coderse)
Foto: Fernando Augusto (Ascom Coderse)
Foto: Fernando Augusto (Ascom Coderse)