
A Praia do Paquetá completou, nesta sexta-feira, uma semana debaixo d'água. Ali, o nível do Rio do Sinos estabilizou, mas permanece alto e represado por vento.
De acordo com a Defesa Civil, ao menos 100 famílias permanecem ilhadas na localidade. Outras 20, seguem em abrigos ou casas de parentes.
Por questões de segurança, foi cortada a energia elétrica da região. A economia do lugar, que tem como base a atividade pesqueira, está paralisada.
Os moradores descrevem que há pontos em que a água atinge a altura do pescoço. As vias estão intransitáveis, sendo a única forma de locomoção balsas e motos aquáticas.
O pescador Marcos dos Santos, 45 anos, explicou que a inundação dificulta acesso aos pontos de pesca e, também, afasta cardumes. Outro problema é a profusão de pragas.
“Com a inundação, o lugar está cheio de ratos e serpentes. Ainda tento pescar em algumas áreas, principalmente nas beiras, mas preciso ter cuidado com esses bichos. A pesca se tornou uma atividade de risco”, afirmou o homem.