
Em entrevista à Rádio Gaúcha, na manhã desta quinta-feira (27), a mãe da menina contou que a criança compartilhou detalhes dos momentos vividos e que está traumatizada.
"Não deu água, não deu comida, né? Não deixou ela ir no banheiro", contou a mãe.
A mãe também informou que, após ser resgatada, a criança foi encaminhada para atendimento especializado em um hospital de Porto Alegre. Ela já retornou para casa.
"Eu agradeço muito a Deus. Eu prometi que eu vou auxiliar e vou orar o resto da minha vida e eu vou dar o que ela quiser. Vou dar o que ela quiser, que eu vou me esforçar o máximo para fazer ela feliz, fazer ela esquecer isso", finalizou a mãe.
À RBS TV, o pai da menina relatou que ela havia saído de casa no final da tarde de terça-feira (25), por volta das 16h, para brincar na praça em frente à residência devido ao calor intenso.
Familiares estranharam a demora para seu retorno e iniciaram as buscas nas proximidades. Com a ajuda de vizinhos, espalharam cartazes e acionaram um carro de som que percorreu as ruas anunciando o desaparecimento.
Durantes as buscas, o pai da menina foi até a loja de conveniência onde a criança era mantida refém pelo suspeito. Ele contou, em depoimento à reportagem da RBS TV, que estranhou a conduta do homem quando perguntou sobre sua filha. Ele descreve que uma música muito alta tocava no local, o que chamou sua atenção. Ele também suspeitou de um arranhão no nariz do suspeito.
A Brigada Militar e a Polícia Civil foram chamadas e, por meio de imagens de câmeras de segurança, identificaram a menina entrando na loja. Ao chegarem ao local, os agentes ouviram gritos de socorro vindos do interior do estabelecimento.
Uma busca imediata foi realizada e a criança foi encontrada presa em um compartimento escondido Veja as imagens no vídeo no início dessa matéria.
O dono da conveniência recebeu voz de prisão no momento do resgate, segundo a Polícia Civil. Uma pessoa que estava dentro do estabelecimento alertou moradores sobre a detenção, o que teria desencadeado a revolta. O suspeito foi linchado por moradores e morreu em decorrência das agressões.
Os PMs que prestavam atendimento à criança informaram que solicitaram apoio e tentaram impedir o ataque, mas uma grande quantidade de pessoas se aglomerou, agrediu o suspeito, depredou a loja e destruiu um carro que estava em frente.
A Brigada Militar disse que interveio com balas de borracha, gás de efeito moral e spray de pimenta para dispersar a multidão.