Quinta, 30 de Julho de 2026
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Retorno da segunda equipe de bombeiros militares encerra missão paranaense no Pantanal

Durante pouco mais de 20 dias, integrantes da Força-Tarefa de Resposta a Desastres, do Corpo de Bombeiros Militares do Paraná, atuaram no Centro-O...

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Secom Paraná
19/08/2024 às 09h00
Retorno da segunda equipe de bombeiros militares encerra missão paranaense no Pantanal
Foto: Reprodução/Secom Paraná

Com o retorno na tarde deste domingo (18) da segunda equipe enviada para o Mato Grosso do Sul, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) encerra sua operação nos combates aos incêndios no Pantanal. Durante pouco mais de 20 dias, integrantes da Força-Tarefa de Resposta a Desastres atuaram no Centro-Oeste a pedido da LIGABOM (Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil). O fogo, que assola a região há quatro meses, já consumiu quase 1,4 milhão de hectares de vegetação.

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“Encerramos com um saldo positivo. Foram muitas missões no interior do estado do Mato Grosso do Sul, apenas com nossa guarnição no local, passando dois, três dias, em fazendas e áreas de preservação ambiental, bastante isolados”, narrou o major Ícaro Gabriel Greinert, comandante do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), responsável pela operacionalização da Força-Tarefa.

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“Muitos objetivos foram atendidos: defesa de cidades, pontes, áreas de preservação. Trabalho bastante efetivo, diuturno. As equipes se dividiam, atuando dia e noite, com pouco descanso. Foram combatidos diversos focos de incêndio. O pessoal volta muito mais experiente de lá”, complementou o major.

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Ao todo, foram destacados para a missão 24 bombeiros, divididos em duas equipes com 12 integrantes. Este segundo e último grupo foi composto por sete militares de Curitiba e Região Metropolitana, quatro de Londrina e um de Foz do Iguaçu. Inicialmente, havia a possibilidade de uma terceira equipe ser mobilizada, mas esse reforço acabou não sendo necessário por duas razões, segundo explica o major Gabriel.

“Choveu e esfriou no Pantanal, o que amenizou a situação. Outro ponto é uma coordenação entre os Corpos de Bombeiros do Brasil. Nós estamos retornando, mas outros bombeiros vão prestar apoio agora, continuando o trabalho”, informou o comandante do GOST. Ele disse ainda que a decisão de retrair o time nesse momento foi tomada em conjunto com as forças do Mato Grosso do Sul e que, em caso de agravamento do cenário, o apoio pode ser retomado.

LINHA DE FRENTE– O principal objetivo da missão paranaense em solo do Mato Grosso do Sul foi evitar que o fogo alcançasse localidades sensíveis, como áreas de preservação ambiental, áreas com presença de fauna, residências, fazendas e plantações.

“Foi um período de trabalho intenso, abrangendo uma área grande. Muito calor, com baixa umidade, e a vegetação extremamente seca. Um cenário que favorece demais as queimadas. Então, qualquer pequeno foco acaba se tornando um grande incêndio”, disse o capitão Eduardo Hunzicker, comandante da segunda equipe, que ficou no Mato Grosso do Sul entre o dia 7 de agosto e este domingo.

De acordo com ele, a larga extensão das queimadas exige maquinário pesado que não está disponível em grande quantidade, dificultando a operação. “Com os materiais incandescentes transportados pelo vento, a extinção por completo dos incêndios se torna muito difícil, pois o fogo ‘voa’ para outros locais”, declarou.

Líder da primeira equipe, que ficou na região entre os dias 24 de julho e 7 de agosto, o capitão Alexandre Mançano Cavalca elencou ainda outros obstáculos enfrentados na linha de frente. Destacou a dificuldade de locomoção causada pela vegetação rústica do bioma pantaneiro e os perigos da fauna local: cobras venenosas e grandes felinos, como, por exemplo, a onça-pintada.

Os trabalhos no Pantanal vêm sendo realizados em conjunto, envolvendo bombeiros militares de diversos estados; Força Aérea, Exército e Marinha. Estão sendo utilizadas, além do combate por terra, aeronaves militares e de fazendeiros da região para despejar água em locais mais críticos.

FORÇA-TAREFA– Treinada para atuar em diversos cenários de ocorrências, a Força-Tarefa de Resposta a Desastres do CBMP R é composta por 120 bombeiros e bombeiras militares. Em 2024, além do Pantanal, o grupo trabalhou também no Rio Grande do Sul, durante a enchente que causou o maior desastre natural daquele estado. No Centro-Oeste, participou do combate a incêndios e proteção de zonas de interesse. Já no território gaúcho foram realizadas, durante 52 dias, ações de salvamento, busca e resgate, ajuda comunitária, transporte de militares, médicos e doações, entre outras.