Quinta, 30 de Julho de 2026
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No RS, Lula e Leite seguem “troca de farpas” em evento de entrega de moradias

Leite vem há algumas semanas endurecendo as cobranças por recursos do governo federal.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
16/08/2024 às 14h54
No RS, Lula e Leite seguem “troca de farpas” em evento de entrega de moradias
Foto: Divulgação

O governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB) chegou ao evento de entregas de unidades habitacionais do programa “Minha Casa, Minha Vida” junto do presidente Lula (PT), na manhã desta sexta-feira. Os dois andaram lado a lado após uma escalada no tom das críticas de ambas as partes.

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Leite vem há algumas semanas endurecendo as cobranças por recursos do governo federal. Já Lula, poucas horas antes do evento, rebateu o governador, que "nunca está contente com as coisas", segundo o presidente.

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Ao subir no palco, o tucano ouviu vaias dos apoiadores do petista e gritos de "fora Leite". Lula pediu respeito. “Estou no RS em visita institucional. Sou o presidente e o governador é um convidado nosso. Não é correto em um ato institucional ficarmos demonstrando nossas divergências ideológicas. Ele é o nosso convidado nesse ato institucional e temos que respeitar como se estivéssemos na nossa casa”, disse o presidente.

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O afago de Lula não foi suficiente para fazer Leite esquecer suas falas anteriores. "Ouvi o presidente falando hoje que não faz política para o governador. E o governador também não faz política para o presidente. Os dois fazem política para o povo", discursou o tucano.

“Sei que tem uns que vaiaram, xingaram. No governo passado, a claque do ex-presidente (Jair Bolsonaro) também me vaiava”, disse, diante de apoiadores de Lula.

O presidente não deixou barato. Ao tomar a fala, iniciou seu discurso dizendo: “Se o outro presidente trazia claque para te vaiar, os que estão aqui são trabalhadores”.

Antes, Leite tinha relembrado comentários de Lula. “O senhor falou que o governador está sempre insatisfeito. Começamos esse governo sem dinheiro para pagar servidores, hospitais e fornecedores. Depois enfrentamos uma pandemia. Depois a maior seca da história. Em seguida, vem essa calamidade”, listou ao petista.