Domingo, 08 de Novembro de 2026

No RS, Lula e Leite seguem “troca de farpas” em evento de entrega de moradias

Leite vem há algumas semanas endurecendo as cobranças por recursos do governo federal.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
16/08/2024 às 14h54
No RS, Lula e Leite seguem “troca de farpas” em evento de entrega de moradias
Foto: Divulgação

O governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB) chegou ao evento de entregas de unidades habitacionais do programa “Minha Casa, Minha Vida” junto do presidente Lula (PT), na manhã desta sexta-feira. Os dois andaram lado a lado após uma escalada no tom das críticas de ambas as partes.

Leite vem há algumas semanas endurecendo as cobranças por recursos do governo federal. Já Lula, poucas horas antes do evento, rebateu o governador, que "nunca está contente com as coisas", segundo o presidente.

Ao subir no palco, o tucano ouviu vaias dos apoiadores do petista e gritos de "fora Leite". Lula pediu respeito. “Estou no RS em visita institucional. Sou o presidente e o governador é um convidado nosso. Não é correto em um ato institucional ficarmos demonstrando nossas divergências ideológicas. Ele é o nosso convidado nesse ato institucional e temos que respeitar como se estivéssemos na nossa casa”, disse o presidente.

O afago de Lula não foi suficiente para fazer Leite esquecer suas falas anteriores. "Ouvi o presidente falando hoje que não faz política para o governador. E o governador também não faz política para o presidente. Os dois fazem política para o povo", discursou o tucano.

“Sei que tem uns que vaiaram, xingaram. No governo passado, a claque do ex-presidente (Jair Bolsonaro) também me vaiava”, disse, diante de apoiadores de Lula.

O presidente não deixou barato. Ao tomar a fala, iniciou seu discurso dizendo: “Se o outro presidente trazia claque para te vaiar, os que estão aqui são trabalhadores”.

Antes, Leite tinha relembrado comentários de Lula. “O senhor falou que o governador está sempre insatisfeito. Começamos esse governo sem dinheiro para pagar servidores, hospitais e fornecedores. Depois enfrentamos uma pandemia. Depois a maior seca da história. Em seguida, vem essa calamidade”, listou ao petista.