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Geral Coronavírus

"Entidades empresariais têm que entrar em campo, mas não para pedir", diz José Galló sobre o combate ao coronavírus

O presidente do Conselho da Lojas Renner defende que a crise da saúde seja resolvida antes da econômica.

28/03/2020 23h20
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Por: Redação Acontece no RS Fonte: GAÚCHA ZH
José Galló mostrou bastante experiência e lucidez ao falar sobre o combate ao coronavírus Lauro Alves / Agencia RBS
José Galló mostrou bastante experiência e lucidez ao falar sobre o combate ao coronavírus Lauro Alves / Agencia RBS

Presidente do Conselho de Administração da Lojas Renner e agora investidor também em outras áreas, José Galló mostrou bastante experiência e lucidez na transmissão online de empresários feita pela corretora XP Investimentos. Sinalizou inconformidade, mas com serenidade, lembrando que das outras crises pelas quais passou. Em especial, a época em que o Brasil atravessou a hiperinflação:

- Nós aqui estamos no grupo de risco. Então, temos condições de falar sobre várias crises - descontraiu - Várias empresas sobreviveram (à hiperinflação) e estão aí. Aí está a mensagem de que as crises passam.

Ao contrário do que diversos empresários têm pregado nas redes sociais sobre a estratégia de combate ao coronavírus, Galló defendeu que a primeira crise que tem que ser resolvida é a da saúde.

- Conforme a crise da saúde passa a ter solução, começa a se resolver a econômica. Se não resolvermos a saúde agora, teremos duas crises ali na frente - continuou o empresário.

Falou também sobre qual deveria ser o papel de cada um nessa crise, seja governo federal:

-  Na área da saúde, nós temos um líder (o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta) que está falando, que está dizendo as coisas com clareza. Na economia, ninguém está falando. A população quer cronogramas, programação.

No governo estadual:

- Os governadores deveriam ter um protocolo econômico. Dizer o que vão fazer em termos de logística, por exemplo. A economia não está tão parada assim. A indústria de alimentos está funcionando, os portos. Nem tudo está parado.

E, claro, também do lado empresarial, conclamando as entidades empresariais a agirem e não só pedirem:

- Entidades empresariais têm que entrar em campo. Mas não entrem para pedir. É para entrar lá com solidariedade. Nossos líderes têm que se juntar. Dizer o que podem fazer, com contribuições. Tem que começar a coisa.

José Galló ainda falou que o país precisa de uma "cloroliderança", fazendo uma analogia à cloroquina, substância que tem se usado em paciências graves com coronavírus. 

Veja um vídeo feito pelo executivo para os leitores da coluna:

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